Piso dos professores. Foto: Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) deve oficializar até o dia 31 de janeiro um reajuste de apenas 0,37% no piso salarial nacional dos professores da educação básica para 2026, em meio à falta de consenso entre o governo federal, estados, municípios e representantes da categoria.
O percentual, considerado baixo por educadores, fica bem abaixo da inflação projetada para o período e não recompõe as perdas causadas pelo aumento do custo de vida.
Atualmente, o piso salarial dos professores com jornada de 40 horas semanais é de R$ 4.867,77. Com o reajuste de 0,37%, o valor subiria apenas R$ 18,10. Na prática, o novo piso passaria a pouco menos de R$ 4.886. A projeção do Banco Central aponta que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, deve fechar 2025 em torno de 4,4%, o que amplia a diferença entre o reajuste salarial e a alta dos preços enfrentada pelos trabalhadores.
A definição do percentual ocorre em um cenário de impasse. Estados e municípios alegam dificuldades fiscais para arcar com aumentos maiores, enquanto sindicatos e entidades que representam os professores defendem a necessidade de valorização real da carreira. O Ministério da Educação atua como responsável por oficializar o índice, mas não negocia diretamente os valores, já que o cálculo segue critérios estabelecidos em lei desde 2008.
O modelo atual de cálculo do piso salarial do magistério considera a variação do valor anual mínimo por aluno, indicador ligado ao Fundeb. Segundo pessoas envolvidas nas discussões, esse mecanismo não garante previsibilidade aos reajustes. Em alguns anos, o piso registra aumentos expressivos; em outros, cresce muito pouco, como ocorre agora. Esse comportamento gera insegurança tanto para gestores públicos quanto para os profissionais da educação, que não conseguem planejar financeiramente o futuro.
O histórico recente ilustra essa oscilação. Em 2022, o piso dos professores teve um aumento de 33,2%, um dos maiores já registrados. No ano passado, o reajuste ficou em 6,7%. Para 2026, a projeção de 0,37% representa o menor crescimento desde a criação do piso nacional. Educadores apontam que a queda brusca no percentual compromete a política de valorização do magistério, prevista na legislação.
A diferença entre o reajuste proposto e a inflação preocupa a categoria. Com preços mais altos de alimentos, transporte e serviços básicos, o ganho real do professor tende a ser negativo. Na avaliação de entidades sindicais, a perda do poder de compra pode afastar novos profissionais da carreira e agravar problemas já existentes, como a falta de professores em diversas redes públicas de ensino.
Estados e municípios, por outro lado, argumentam que muitos já enfrentam dificuldades para cumprir o piso atual. Prefeituras e governos estaduais afirmam que reajustes maiores pressionariam orçamentos locais, especialmente em regiões que dependem fortemente de repasses federais. O tema costuma gerar embates recorrentes entre gestores e educadores, com reflexos diretos nas negociações salariais em cada rede de ensino.
3
4
13:03, 13 Fev
26
°c
Fonte: OpenWeather
Para muitos foliões, os energéticos se tornaram aliados indispensáveis para aguentar longas horas de blocos, trios e desfiles.
Mesmo quem não conhece costuma reconhecer a máscara, o silêncio e a atmosfera de suspense que cercam o personagem.
Da estreia de Pelé e Garrincha à inovação tática do 4-2-4, veja os fatos que consagraram a Seleção Brasileira na Suécia.
mais notícias
+