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Piso dos professores: MEC bate o martelo e reajuste deve ser 5,4%; entenda nova fórmula

O anúncio resulta de semanas de debates internos no governo e de pressão de entidades representativas do magistério.

Redação

21 de janeiro de 2026 às 11:54   - Atualizado às 11:56

Piso dos professores.

Piso dos professores. Foto: Cristiano Andujar/Arquivo SECOM

O governo federal vai anunciar nesta quarta-feira, 21 de janeiro, o reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica. A decisão, conduzida pelo Ministério da Educação, define um aumento de 5,4% e será formalizada com a assinatura da mensagem ao Congresso Nacional que encaminha a Medida Provisória sobre o tema. O ato ocorre às 15h, no Palácio do Planalto, e encerra um período de incerteza que mobilizou a categoria em todo o país.

O anúncio resulta de semanas de debates internos no governo e de pressão de entidades representativas do magistério. Professores, sindicatos e gestores acompanharam de perto as discussões, já que estados e municípios arcam diretamente com o pagamento do piso. Desde o início do ano, a indefinição sobre o índice de reajuste gerou apreensão, especialmente diante da possibilidade de aplicação de um aumento considerado simbólico.

Dentro do governo, a expectativa já indicava um reajuste entre 5% e 6%, percentual bem acima do que seria aplicado caso a regra automática anterior fosse mantida. A definição pelo índice de 5,4% representa uma mudança de rota na política de valorização do magistério e atende parcialmente às demandas da categoria, que cobrava ganho real acima da inflação.

Sobre o cálculo

A principal novidade envolve a alteração na fórmula de cálculo do reajuste. O novo modelo passa a considerar dois fatores. O primeiro garante a recomposição anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, referente ao ano anterior. O segundo fator soma 50% da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb, considerando os últimos cinco anos.

Os números consolidados explicam o percentual final. O INPC de 2025 fechou em 3,90%. Quando o Ministério da Educação soma esse índice a metade da média de crescimento das receitas do Fundeb no período analisado, o percentual adicional chega a 1,50%. A junção desses dois indicadores resulta no reajuste total de 5,4% que será anunciado oficialmente.

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Esse novo cálculo rompe com a regra aplicada nos últimos anos. Pelos critérios anteriores, o reajuste automático indicaria um aumento de apenas 0,37% para 2026. Esse percentual se baseia exclusivamente na variação anual do valor aluno do Fundeb e provocou reação imediata de sindicatos e associações de professores em todo o país, que classificaram o índice como insuficiente diante do custo de vida.

Quanto vai ser o salário?

Atualmente, o piso nacional do magistério está fixado em R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais. Caso o reajuste de 0,37% fosse aplicado, o valor subiria para cerca de R$ 4.885,87. Na prática, o aumento mensal ficaria pouco acima de R$ 18, montante visto como simbólico por representantes da categoria.

Com a adoção do novo índice de 5,4%, o cenário muda de forma significativa. O reajuste representa um acréscimo aproximado de R$ 262,86 no piso nacional. Com isso, o salário base dos professores da educação básica passa a um patamar próximo de R$ 5.130, ampliando o ganho real e reduzindo parte das perdas acumuladas nos últimos anos.

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