Piso dos Professores. Foto: Freepik
O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira, 12 de dezembro, segue até o dia 19, o julgamento que pode redefinir a forma como o Piso Nacional do Magistério influencia os planos de carreira dos professores da educação básica.
O processo, conhecido como Tema 1218, ganhou repercussão geral e passará a valer para todas as unidades da federação. O julgamento ocorrerá no plenário virtual, com votos escritos apresentados pelos ministros e sob relatoria de Cristiano Zanin.
O assunto chegou ao Supremo por meio de um recurso extraordinário originado no Estado de São Paulo. O caso discute se o piso salarial nacional deve servir como valor mínimo para o vencimento inicial das carreiras do magistério, com reflexos obrigatórios nos demais níveis e faixas previstas nos planos de carreira. A discussão se concentra em algo que acompanha os professores há anos: a diferença entre manter apenas o vencimento inicial no valor do piso ou garantir que o efeito alcance toda a estrutura da carreira.
A Lei nº 11.738/2008 estabelece que o piso é o valor mínimo que estados e municípios podem definir como vencimento base para uma jornada de até 40 horas semanais. Embora a regra pareça clara, diferentes redes públicas registram dificuldades na aplicação. Em alguns lugares, o valor inicial fica abaixo do determinado pela lei, mesmo após decisões judiciais. O Rio de Janeiro é um dos exemplos citados com maior frequência, já que decisões anteriores perderam efeito e, desde 2015, parte dos profissionais recebeu valores inferiores ao previsto.
A decisão pode corrigir distorções históricas, orientar reajustes e estabelecer uma referência única para todo o país. Governos estaduais e municipais também acompanham o tema de perto, já que o impacto financeiro pode atingir toda a estrutura de cargos da educação básica.
O debate ganha ainda mais relevância porque envolve a valorização de uma categoria essencial. Professores reivindicam que o piso seja cumprido sem cortes, complementos ou manobras que descaracterizem a lei. Muitos relatam que a falta de uniformidade na aplicação provoca desigualdades dentro da mesma rede, gera insegurança e afeta o plano de carreira, que deveria garantir progressão profissional consistente.
Ainda assim, o julgamento ocorre de forma virtual, o que não impede que a população acompanhe ou manifeste sua preocupação. A sociedade pode enviar mensagens aos gabinetes dos ministros, reforçando o impacto social da decisão. Professores orientam colegas a explicar que o cumprimento do piso fortalece as condições de trabalho, contribui para a permanência dos profissionais na rede e ajuda a reduzir a desigualdade entre estados e municípios.
Nesse sentido, entidades do setor defendem que o piso funciona como um parâmetro essencial para a educação básica. Quando estados e municípios aplicam o valor de forma integral, a carreira ganha mais coerência e a categoria sente maior segurança para planejar suas trajetórias profissionais. Além disso, o cumprimento da lei reflete diretamente na qualidade do ensino, já que os profissionais trabalham com melhores condições salariais e estruturais.
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O fato ganhou destaque em relatos históricos e passou a aparecer com frequência quando se tenta explicar a origem do medo coletivo ligado à data.
A leitura sugere menos impulsividade e mais planejamento, com destaque para conversas diretas e busca por estabilidade emocional.
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