Pessoa descansando Foto: Reprodução/IA
Um novo medicamento em forma de comprimido demonstrou em testes com animais e em estudos iniciais com humanos a capacidade de estimular a queima de gordura mesmo em repouso, sem causar perda de massa muscular. Especialistas apontam que a estratégia pode representar um avanço significativo no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Cell, mostrando uma abordagem inovadora que aumenta o gasto de energia e melhora o controle da glicose sem sobrecarregar o coração, um efeito que limita terapias similares atualmente disponíveis.
Diferente de medicamentos tradicionais que ativam amplamente o sistema adrenérgico envolvido na resposta ao estress, o novo composto foi desenhado para agir seletivamente no músculo, evitando efeitos colaterais cardiovasculares.
Na prática, o medicamento:
O medicamento atua sobre o receptor beta-2 adrenérgico, presente em células musculares, cardíacas e outros tecidos. Enquanto drogas antigas ativam todas as rotas desse receptor, gerando aumento de metabolismo, mas também riscos cardiovasculares o novo composto ativa apenas uma via específica ligada à proteína GRK2.
Essa rota promove a captação de glicose e o gasto energético nos músculos sem acionar sinais que sobrecarregam o coração. Esse mecanismo é chamado de agonismo enviesado, ou seja, o medicamento “liga” apenas os efeitos desejados, evitando os indesejados.
Especialistas destacam que a abordagem pode ser um marco no tratamento de doenças metabólicas, oferecendo uma alternativa segura para pessoas que precisam reduzir gordura corporal, melhorar sensibilidade à glicose e proteger a saúde do coração.
Embora os estudos iniciais sejam promissores, ainda serão necessários testes clínicos maiores para confirmar eficácia e segurança em larga escala antes que o medicamento esteja disponível para uso generalizado.
1
4
17:26, 10 Mar
29
°c
Fonte: OpenWeather
Evento reuniu operadores de turismo de todo o país e destacou crescimento do setor no estado.
Fábio Alvarez Shor atuou em investigações do 8 de janeiro, caso das joias sauditas e suposta trama golpista.
Atletas abandonaram concentração durante Copa da Ásia Feminina e solicitaram proteção ao governo australiano após alegarem risco de perseguição em retorno ao país.
mais notícias
+