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Cinco jogadoras da seleção do Irã fogem da delegação e pedem asilo na Austrália

Atletas abandonaram concentração durante Copa da Ásia Feminina e solicitaram proteção ao governo australiano após alegarem risco de perseguição em retorno ao país.

Pedão Repórter

10 de março de 2026 às 15:50   - Atualizado às 15:51

Seleção feminina do Irã durante a Asian Cup.

Seleção feminina do Irã durante a Asian Cup. Foto: Divulgação / Asian Cup

Cinco integrantes da seleção feminina de futebol do Irã abandonaram a delegação durante a disputa da Copa da Ásia feminina, realizada na Austrália, e solicitaram asilo ao governo do país. As atletas afirmaram temer represálias caso retornassem ao Irã.

O governo australiano confirmou que concedeu vistos humanitários temporários, permitindo que as jogadoras permaneçam no país em segurança enquanto o pedido de proteção internacional é analisado.

Segundo autoridades locais, as atletas foram levadas para um local seguro e estão sob proteção policial após a repercussão internacional do caso.

rotesto antes de jogo motivou temor de punição

A decisão das jogadoras ocorreu após um episódio que gerou tensão durante o torneio. Antes de uma partida contra a Coreia do Sul, integrantes da seleção iraniana se recusaram a cantar o hino nacional, gesto interpretado como protesto político contra o regime do país.

Depois do episódio, veículos ligados ao governo iraniano passaram a tratar as atletas como “traidoras em tempo de guerra”, o que levantou temores de punições severas caso elas retornassem ao país.

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Organizações e especialistas em direitos humanos alertaram que as jogadoras poderiam enfrentar detenção, punições ou perseguição ao voltar para o Irã.

Quem são as jogadoras que pediram asilo

Entre as atletas que solicitaram proteção estão nomes conhecidos do futebol feminino iraniano, incluindo a capitã Zahra Ghanbari, além de Fatemeh Pasandideh, Zahra Sarbali, Atefeh Ramezanizadeh e Mona Hamoudi.

Muitas delas atuam pelo Bam Khatoon, um dos principais clubes do futebol feminino do Irã.

Relatos indicam que parte das jogadoras decidiu permanecer na Austrália por medo de perseguição política, enquanto outras atletas da delegação consideram retornar ao país devido à preocupação com possíveis represálias contra familiares que permanecem no Irã.

Caso gera repercussão internacional

A situação ganhou repercussão global e mobilizou autoridades e entidades esportivas. O governo australiano declarou que as atletas “estão seguras no país” e que outras integrantes da seleção também poderão solicitar proteção se desejarem.

O episódio também reacendeu o debate internacional sobre a situação de atletas e mulheres no Irã, além da pressão sobre organizações esportivas para garantir proteção a jogadores que enfrentam riscos políticos ou sociais em seus países de origem.

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