Mexilhão dourado. Foto: Reprodução
Embora pareça inofensivo devido ao seu tamanho reduzido, medindo entre 3 e 4 centímetros, o mexilhão dourado tornou-se uma das maiores preocupações para especialistas ambientais e gestores de infraestrutura no Brasil.
Vinda diretamente do sul asiático, esta espécie de molusco aquático encontrou nas águas doces brasileiras um ambiente perfeito para sua propagação desenfreada, agindo como um agente invasor silencioso e extremamente persistente.
A chegada desse ser vivo ao território nacional ocorreu de forma acidental, mas eficiente: através da água de lastro de navios cargueiros.
Uma vez estabelecido, o mexilhão dourado demonstrou uma capacidade de adaptação impressionante, espalhando-se rapidamente por diversas bacias hidrográficas.
O grande perigo reside em suas características naturais agressivas, que afetam desde a biodiversidade local até o funcionamento de grandes complexos industriais e de abastecimento.
Um dos problemas mais graves gerados pela presença do mexilhão dourado é o entupimento de sistemas críticos. Por ser capaz de produzir milhares de larvas, o molusco consegue entrar em tubulações e filtros de instalações hidrelétricas, indústrias e sistemas de irrigação agrícola.
Ao atingirem a fase adulta, esses animais se fixam firmemente nas estruturas, reduzindo o fluxo de água e obrigando a realização de limpezas constantes e manutenções caríssimas.
Além de afetar o setor elétrico, o mexilhão dourado prejudica equipamentos de refrigeração e captação de água para consumo humano.
A incrustação maciça desses moluscos pode causar danos permanentes a máquinas sensíveis, gerando interrupções nos serviços e prejuízos financeiros que impactam diretamente a economia regional.
A resistência da espécie torna o controle um desafio logístico contínuo para os técnicos.
No âmbito ecológico, o cenário é igualmente alarmante. O mexilhão dourado compete diretamente por alimento com as espécies nativas.
Por consumir grandes quantidades de plâncton e outros nutrientes essenciais, ele acaba contribuindo para a extinção de mexilhões locais e prejudicando a cadeia alimentar de diversos peixes.
A alteração no ecossistema aquático é profunda, muitas vezes irreversível, afetando a pesca artesanal e a saúde dos rios.
A proliferação intensa desse molusco altera até mesmo a transparência da água e a composição do leito dos rios, criando condições desfavoráveis para a reprodução de outros seres aquáticos.
Sem predadores naturais em solo brasileiro que consigam controlar sua população, o mexilhão dourado continua a expandir seu domínio, exigindo vigilância constante das autoridades ambientais e o desenvolvimento de novas tecnologias para mitigar seus danos.
2
4
19:05, 12 Fev
25
°c
Fonte: OpenWeather
Tribunal entende que laboratório não teve responsabilidade pelo procedimento médico realizado após resultado positivo no teste de gravidez.
Com motor de dois tempos e baixo consumo, o modelo inaugurou a fábrica de Guarulhos e revolucionou a mobilidade nacional.
Os fanáticos pediram mais entrega dos atletas e usaram uma referência direta ao atacante Neymar, do Santos, que pode fazer sua estreia em 2026 no confronto.
mais notícias
+