Lua de Sangue. Foto: Getty Images
O céu da madrugada desta terça-feira, 3 de fevereiro, será palco de um dos fenômenos mais aguardados do calendário astronômico: o eclipse lunar total, popularmente chamado de “Lua de Sangue”.
O evento ocorre quando a Terra se alinha entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta e projetando sua sombra sobre o satélite natural.
Embora desperte curiosidade e expectativa, o fenômeno não poderá ser visto por completo em todo o Brasil. A posição da Lua no momento do auge do eclipse deve limitar a observação em grande parte do território nacional.
No Brasil, a observação do eclipse lunar total será bastante restrita. As melhores condições de observação parcial devem ocorrer em áreas do Oeste do Amazonas e do Acre. Nessas localidades, ainda haverá chance de visualizar parte do fenômeno antes do ocaso lunar.
De acordo com a previsão, o fenômeno terá início entre 4h e 5h da manhã no horário de Mato Grosso do Sul. Nesse período, a Lua já estará se pondo em boa parte do país.
Já em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a tendência é que não seja possível acompanhar o eclipse. Quando o evento atingir sua fase mais intensa, o satélite natural já terá desaparecido no horizonte.
Mesmo com visibilidade limitada, o eclipse lunar total continua sendo um dos eventos astronômicos mais aguardados, pois não exige equipamentos especiais para observação, basta céu limpo e visão desobstruída do horizonte.
A coloração avermelhada da chamada “Lua de Sangue” é resultado de um fenômeno óptico que envolve a atmosfera terrestre.
Durante o eclipse lunar total, a Terra bloqueia a luz direta do Sol. No entanto, parte da luz solar consegue atravessar a atmosfera antes de atingir a superfície da Lua. Nesse trajeto, ocorre o espalhamento da luz.
A atmosfera dispersa com mais intensidade os comprimentos de onda azulados, permitindo que a luz avermelhada atravesse com maior facilidade. Esse mesmo efeito explica por que o Sol aparenta ficar mais vermelho ao amanhecer ou ao entardecer.
O fenômeno acontece porque a luz percorre uma camada maior da atmosfera terrestre, intensificando o espalhamento das cores frias e ressaltando os tons avermelhados.
Dependendo das condições atmosféricas da Terra, como presença de poeira ou poluição, a tonalidade da Lua pode variar entre laranja intenso, cobre ou vermelho escuro.
Mesmo que o Brasil não tenha visibilidade total do fenômeno desta vez, o eclipse lunar total reforça o fascínio humano pelos movimentos celestes e pela dinâmica do Sistema Solar. Para quem não conseguir observar desta vez, novas oportunidades ainda devem ocorrer ao longo do ano.
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