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Jumentos podem desaparecer no Brasil até 2030; entenda motivo

Segundo a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, o país perdeu 94% do seu rebanho de asininos entre 1996 e 2025.

Fernanda Diniz

15 de julho de 2025 às 21:30   - Atualizado às 21:42

Jumentos correm risco de extinção no Brasil; entenda o motivo

Jumentos correm risco de extinção no Brasil; entenda o motivo Foto: Reprodução

A população de jumentos no Brasil está à beira da extinção. Segundo a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, o país perdeu 94% do seu rebanho de asininos entre 1996 e 2025. Caso o atual ritmo de abate continue, especialistas alertam que a espécie pode desaparecer do território nacional até 2030.

O principal motivo para o extermínio em massa desses animais é a crescente demanda chinesa por ejiao, uma gelatina medicinal produzida a partir da pele dos jumentos.

O produto é valorizado na medicina tradicional chinesa por suas supostas propriedades terapêuticas, o que tem impulsionado a matança em larga escala em diversos países, incluindo o Brasil.

Estima-se que mais de 5,6 milhões de jumentos tenham sido abatidos em 2021 para atender ao mercado internacional, com projeções que apontam para 6,8 milhões de animais abatidos até 2027, segundo relatório da organização internacional The Donkey Sanctuary.

O ritmo é considerado insustentável para a reposição natural da espécie, sobretudo em países que não possuem fazendas especializadas em reprodução desses animais.

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No Brasil, a situação é ainda mais crítica. Não há criação em cativeiro de jumentos em escala significativa, e muitos dos animais utilizados no abate são capturados em situação de abandono, principalmente no Nordeste. Além disso, estudos da Universidade de São Paulo (USP) e da The Donkey Sanctuary apontam que os abates ocorrem, na maioria das vezes, de forma irregular, sem controle sanitário e em condições de maus-tratos.

A gravidade do cenário levou pesquisadores, veterinários e defensores da causa animal a se reunirem em Maceió (AL), durante o 3º Workshop Jumentos do Brasil, para discutir estratégias de preservação da espécie.

Durante o evento, o professor Adroaldo Zanella, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da USP, destacou: “A situação do Brasil e do mundo em relação ao jumento é assustadora. É uma questão que provoca preocupações no mundo inteiro.”

Uma das alternativas em estudo para frear o abate é o desenvolvimento de colágeno artificial por meio de fermentação em laboratório, capaz de reproduzir as propriedades do ejiao. Embora promissora, a tecnologia ainda exige investimentos para se tornar viável em larga escala.

Símbolo da cultura nordestina e com uma longa trajetória ao lado do ser humano, desde sua domesticação há cerca de 7 mil anos —, o jumento (Equus asinus) corre agora o risco de desaparecer em menos de uma década. A permanência dessa espécie emblemática no Brasil dependerá da capacidade de conter o avanço do comércio internacional e de implementar medidas efetivas de preservação.

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