Plataforma criada por deputado da oposição aponta crescimento acelerado de despesas associadas a Janja, mas números geram controvérsia e questionamentos.
Janjômetro gastos atribuídos à primeira-dama Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O chamado Janjômetro, site que reúne informações sobre despesas públicas associadas à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, voltou ao centro do debate político após indicar que o valor total teria alcançado R$ 117 milhões. Segundo a plataforma, o montante quase dobrou em cerca de três meses, saindo de R$ 63 milhões em novembro para o patamar atual.
Criado por iniciativa do deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP), o Janjômetro tem como proposta reunir dados, reportagens e registros de gastos que envolvem a primeira-dama desde o início do atual governo. O parlamentar afirma que o objetivo do site é dar transparência ao uso de recursos públicos e estimular o debate sobre limites institucionais do papel da primeira-dama.
O Janjômetro não é uma ferramenta oficial do governo federal nem um painel auditado por órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU) ou o Tribunal de Contas da União (TCU). Trata-se de uma plataforma privada, mantida por um político de oposição, que compila valores divulgados em reportagens e dados públicos, segundo seus criadores.
Para visualizar apenas o total acumulado, o acesso é livre. Já para consultar detalhes das despesas listadas, o site exige cadastro com nome, e-mail e telefone, o que também gera críticas sobre transparência e metodologia.
Entre os gastos mais recentes citados pelo Janjômetro estão passagens aéreas da viagem de Janja à Itália, em fevereiro. Segundo reportagens que embasam a plataforma, apenas as passagens de ida e volta teriam custado cerca de R$ 34 mil, em voo de classe executiva.
A comitiva que acompanhou a primeira-dama teria sido composta por 12 pessoas, com despesas totais estimadas em R$ 292 mil, incluindo passagens e diárias. Em Roma, Janja participou de eventos da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e teve encontro com o papa Francisco.
Apesar da repercussão, checagens independentes feitas por outros veículos de imprensa indicam que os valores oficiais disponíveis no Portal da Transparência são menores do que o total divulgado pelo Janjômetro. Essas análises destacam que o site soma despesas indiretas, custos de equipes e interpretações ampliadas do que estaria “associado” à primeira-dama.
Especialistas em contas públicas alertam que, sem auditoria oficial, os números do Janjômetro devem ser vistos como estimativas políticas, não como balanço definitivo de gastos públicos.
O crescimento do Janjômetro alimenta críticas da oposição e também provoca reações de aliados do governo, que acusam o site de inflar valores e gerar interpretações distorcidas. O tema reforça um debate maior sobre transparência, papel institucional da primeira-dama e comunicação de gastos públicos.
Enquanto isso, o Janjômetro continua sendo usado como instrumento de disputa política, mostrando como dados, mesmo quando públicos, podem ganhar leituras diferentes dependendo da fonte e da metodologia adotada.
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