Presidente Lula no mercado. Foto: Ricardo Stuckert
Os dados mais recentes da inflação ajudam a entender quais gastos apertaram o orçamento das famílias brasileiras em 2025 e quais itens ajudaram a aliviar as despesas. Os números parciais de dezembro já indicam tendências importantes no comportamento dos preços ao longo do ano.
O IPCA-15, prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE, registrou alta de 4,41% nos últimos 12 meses, conforme divulgação feita na terça-feira, 23 de dezembro. O índice mostra que alguns grupos tiveram aumentos acima da média, enquanto outros contribuíram para segurar o avanço dos preços.
Entre os segmentos que mais encareceram em 2025 estão Habitação, com alta de 6,69%, Educação, que subiu 6,26%, e Despesas pessoais, com avanço de 5,86%. O único grupo que apresentou queda no acumulado foi Artigos de residência, com recuo de 0,1%.
O grupo Habitação ganhou destaque ao longo do ano, principalmente por causa do aumento nos aluguéis e na conta de luz. Especialistas explicam que os reajustes de aluguel costumam refletir a inflação passada, o que mantém os preços elevados mesmo quando o índice começa a desacelerar.
A energia elétrica residencial também figurou entre os itens que mais subiram em 2025. O uso prolongado da bandeira vermelha, influenciado por condições climáticas, elevou o custo da geração e impactou diretamente a conta dos consumidores.
Na prévia de dezembro, alguns produtos chamaram atenção pelos aumentos expressivos. Transporte por aplicativo liderou a alta, com avanço de 45,38%, seguido por pimentão, que subiu 29,93%, e joias, com aumento de 27,04%.
Problemas no transporte coletivo e aumento da demanda explicam parte da alta dos serviços por aplicativo. Alimentos como café e manga também registraram aumentos, puxados por fatores climáticos, oferta limitada e demanda aquecida no mercado global.
Apesar das altas pontuais, o grupo Alimentação apresentou comportamento mais favorável em 2025. Produtos essenciais do prato do brasileiro, como arroz e feijão, ficaram mais baratos. Itens que haviam subido em 2024, como azeite de oliva e abacate, também registraram queda neste ano. Clima mais regular e câmbio menos pressionado ajudaram a reduzir os preços dos alimentos, especialmente os consumidos dentro de casa.
Analistas alertam que o cenário pode mudar no próximo ano. A expectativa indica alta moderada nos preços dos alimentos em 2026, enquanto os serviços seguem como ponto de atenção, impulsionados por um mercado de trabalho aquecido e reajustes frequentes em serviços do dia a dia.
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