James Verone. Foto: Reprodução/Internet
Em junho de 2011, um episódio incomum chamou a atenção da imprensa e da opinião pública nos Estados Unidos. James Verone, um homem de 59 anos, entrou de forma tranquila em uma agência bancária localizada em Gastonia, na Carolina do Norte. Ele se aproximou do caixa e entregou um bilhete com uma mensagem direta: “Isso é um assalto, por favor me dê um dólar”.
Sem demonstrar qualquer sinal de agressividade ou portar arma, Verone sentou-se em uma das cadeiras da agência e esperou calmamente a chegada da polícia. Ele não tentou fugir e, ao ser detido, revelou que sua real intenção era ser preso. O motivo surpreendeu: ele precisava de atendimento médico e via na prisão sua única oportunidade de receber tratamento gratuito.
James Verone convivia com uma série de problemas de saúde, incluindo dores nas costas, uma lesão no pé e uma protuberância no peito. Desempregado e sem acesso a um plano de saúde, ele se encontrava em uma situação limite. A decisão de cometer o “assalto simbólico” foi planejada com antecedência, segundo o próprio Verone, que morava sozinho e já enfrentava dificuldades para se sustentar.
Em entrevistas à imprensa local na época, ele contou que passou a considerar a prisão como um caminho possível para obter cuidados médicos. Sabia que, uma vez encarcerado, o Estado teria a obrigação de oferecer acompanhamento médico. “Não era sobre dinheiro, era sobre sobrevivência”, afirmou.
Verone explicou que, além de buscar assistência médica, sua ação tinha um segundo objetivo: chamar atenção para a situação enfrentada por milhões de americanos que vivem sem seguro de saúde. Seu ato, segundo ele, foi uma forma desesperada de gritar por socorro em um país onde o acesso ao sistema de saúde muitas vezes depende da renda ou da presença de um emprego formal.
O plano, no entanto, não saiu exatamente como ele esperava. A Justiça o acusou de furto simples, uma infração considerada menor nos Estados Unidos. Isso significava que, ao invés de cumprir anos de prisão com acesso prolongado aos serviços médicos, ele poderia ser libertado rapidamente, frustrando sua tentativa de prolongar o tratamento.
A história de James Verone repercutiu em veículos de comunicação em todo o país. Muitos leitores manifestaram indignação com o fato de que alguém precisasse recorrer ao sistema penal para conseguir atendimento de saúde. Para outros, a atitude de Verone serviu de alerta sobre a necessidade de reformas no sistema de saúde americano, principalmente para os mais velhos, desempregados ou economicamente vulneráveis.
Mesmo após ser detido e passar por audiência judicial, Verone afirmou que não se arrependia da escolha que fez. Sua fala comoveu parte da sociedade e abriu espaço para debates sobre o papel das instituições públicas e a responsabilidade social com os cidadãos que mais precisam.
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