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Governo Lula vai taxar corridas de rua? Entenda o que é fato e o que é boato

Cobranças locais por federações esportivas geram confusão nas redes, mas não há imposto federal para quem pratica corrida de rua no Brasil.

Portal de Prefeitura

05 de janeiro de 2026 às 13:52   - Atualizado às 14:01

Lula em corrida em Brasília

Lula em corrida em Brasília Foto: Ricardo Stuckert

Publicações nas redes sociais têm espalhado a informação de que o governo federal estaria criando uma taxa ou imposto para quem participa de corridas de rua no Brasil. A afirmação, no entanto, não é verdadeira. O que existe hoje são cobranças pontuais feitas por federações esportivas estaduais, direcionadas a organizadores de eventos e não aos corredores, além de debates no Congresso que caminham, inclusive, no sentido oposto.

A confusão ganhou força após decisões recentes em alguns estados, como o Piauí, onde novas regras para a realização de provas passaram a valer a partir de 2026.

Não existe imposto federal para corredores

Até o momento, o governo federal não anunciou nem propôs qualquer imposto nacional para taxar corridas de rua ou atletas amadores. Não há projeto de lei, medida provisória ou decreto que determine cobrança direta sobre quem corre, caminha ou participa de provas esportivas em vias públicas.

Ou seja: ninguém será tributado simplesmente por correr na rua.

O que está sendo cobrado, afinal?

O que de fato está acontecendo é a cobrança de uma taxa administrativa chamada “Permit”, exigida por algumas federações estaduais de atletismo, como a Federação Piauiense de Atletismo (FPIA).

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Essa taxa:

  • É cobrada do organizador do evento, não do atleta;
  • Serve como autorização técnica para a realização da prova;
  • Varia conforme o número de inscritos (no Piauí, entre R$ 750 e R$ 4.500);
  • Tem como justificativa oficial garantir segurança, padronização, apoio técnico e validação dos resultados.

Esse tipo de exigência já existe há anos em diferentes modalidades esportivas e não configura um imposto governamental.

Isso vale para todo o Brasil?

Não. As regras não são nacionais. Cada estado possui autonomia para definir exigências por meio de suas federações esportivas. O caso do Piauí é local e não representa uma política federal aplicada em todo o país.

Generalizar essa cobrança como se fosse uma decisão do governo federal é incorreto.

O Congresso discute o tema?

Sim, mas em outra direção. Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados propõe dispensar a exigência de autorização de confederações ou federações para a realização de corridas e caminhadas em vias públicas.

Na prática, a proposta busca reduzir burocracia, facilitar a organização de eventos e evitar custos adicionais o oposto da criação de novas taxas.

Por que surgiu tanta confusão?

A desinformação se espalhou porque:

  • Notícias locais foram apresentadas como decisões nacionais;
  • Taxas administrativas foram confundidas com impostos;
  • Manchetes sensacionalistas sugeriram que “o governo vai taxar quem corre”.

Esse tipo de distorção é comum quando temas técnicos circulam fora de contexto nas redes sociais.

Em resumo

Não existe imposto federal para corridas de rua
Não há cobrança direta sobre corredores
O que existe são taxas estaduais cobradas de organizadores
O Congresso discute reduzir exigências, não criar tributos

A prática da corrida de rua continua livre, e qualquer debate sobre custos envolve organização de eventos — não a atividade esportiva em si.

 

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