Lua de Morango. Foto: Reprodução/IA.
Um fenômeno astronômico promete chamar a atenção de quem gosta de observar o céu na noite de quinta-feira (27) e durante a madrugada de sexta-feira (28). O eclipse lunar no Brasil poderá ser acompanhado de diferentes regiões do país, desde que as condições meteorológicas permitam uma boa visualização da Lua.
O evento acontece quando a Terra passa entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta avance sobre o satélite natural. Neste caso, a maior parte da Lua ficará temporariamente encoberta pela sombra terrestre.
A fase parcial está prevista para começar às 23h33 do dia 27 de agosto. O eclipse alcançará seu ponto máximo às 1h12 do dia 28 e deverá terminar por volta das 2h51.
A expectativa é que cerca de 93% do disco lunar seja atingido pela sombra da Terra. Por essa característica, o fenômeno é classificado como um eclipse lunar parcial.
Para quem pretende acompanhar o evento, o momento mais interessante será durante a madrugada do dia 28. É nesse período que a sombra da Terra estará cobrindo a maior parte da superfície aparente da Lua.
O horário de início é especialmente importante para quem deseja acompanhar toda a evolução do fenômeno. A partir das 23h33, será possível perceber gradualmente a mudança na aparência do satélite.
O ápice ocorrerá às 1h12, quando a cobertura será maior. Depois disso, a Lua começará a deixar a região de sombra até o encerramento previsto para 2h51.
Como o fenômeno ocorre durante a noite, a visibilidade dependerá principalmente da presença de nuvens. Mesmo com o eclipse acontecendo normalmente, um céu muito fechado pode impedir a observação.
A tonalidade avermelhada que pode aparecer durante um eclipse lunar está relacionada à passagem da luz do Sol pela atmosfera terrestre.
Quando a Terra bloqueia diretamente a luz solar que normalmente ilumina a Lua, parte da radiação ainda consegue atravessar a atmosfera do planeta e alcançar o satélite.
Nesse percurso, a atmosfera espalha com maior intensidade os tons azulados da luz. Os comprimentos de onda avermelhados conseguem atravessar esse caminho e acabam iluminando a Lua de maneira indireta.
É esse processo que pode produzir a aparência avermelhada ou alaranjada associada à chamada “Lua de Sangue”.
A intensidade da coloração, entretanto, pode variar durante o fenômeno e depende também das condições da atmosfera terrestre.
Não. O eclipse lunar no Brasil poderá ser observado sem equipamentos específicos e não exige o uso de filtros de proteção ocular.
A observação a olho nu é segura porque não há exposição direta à luz solar intensa. Nesse aspecto, o fenômeno é diferente de um eclipse solar, que exige cuidados específicos para evitar danos à visão.
Quem tiver binóculos ou telescópios poderá utilizá-los para observar detalhes da superfície lunar, mas esses equipamentos não são obrigatórios.
Para uma experiência melhor, a recomendação é procurar um lugar com pouca iluminação artificial e uma visão ampla do céu. Áreas afastadas de prédios altos e locais com menor poluição luminosa podem proporcionar uma observação mais nítida.
O eclipse também pode ser registrado por câmeras e celulares. Para obter imagens mais definidas, é importante manter o aparelho estável e evitar movimentações durante o registro.
Em celulares que possuem modo noturno ou controles manuais, ajustes de exposição e foco podem ajudar na captura da Lua. Um tripé ou outro apoio também pode melhorar o resultado.
A qualidade das imagens dependerá, porém, do equipamento utilizado, da quantidade de luz disponível e, principalmente, da presença de nuvens no momento da observação.
Embora o eclipse lunar no Brasil tenha previsão de visibilidade em todo o território nacional, isso não significa que todos os locais terão as mesmas condições para acompanhá-lo.
O céu encoberto, chuva ou excesso de nebulosidade podem dificultar a visualização. Por isso, quem pretende observar o fenômeno deve conferir a previsão meteorológica mais próxima da data.
Com céu aberto, a expectativa é de que a Lua possa ser acompanhada durante as diferentes etapas do eclipse, desde o início da fase parcial até o encerramento.
O fenômeno reúne duas características que favorecem a observação: acontece durante a noite e não exige equipamentos de proteção. Para quem gosta de astronomia, será uma oportunidade de acompanhar diretamente uma mudança provocada pela movimentação da Terra, do Sol e da Lua.
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