Pernambuco, 30 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Eclipse lunar no Brasil: fenômeno poderá ser visto a olho nu; veja horário

Fenômeno acontece na madrugada de 28 de agosto e poderá ser acompanhado sem equipamentos especiais, dependendo das condições do céu

Portal de Prefeitura

20 de agosto de 2026 às 13:58   - Atualizado às 14:05

Lua de Morango.

Lua de Morango. Foto: Reprodução/IA.

Um fenômeno astronômico promete chamar a atenção de quem gosta de observar o céu na noite de quinta-feira (27) e durante a madrugada de sexta-feira (28). O eclipse lunar no Brasil poderá ser acompanhado de diferentes regiões do país, desde que as condições meteorológicas permitam uma boa visualização da Lua.

O evento acontece quando a Terra passa entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta avance sobre o satélite natural. Neste caso, a maior parte da Lua ficará temporariamente encoberta pela sombra terrestre.

A fase parcial está prevista para começar às 23h33 do dia 27 de agosto. O eclipse alcançará seu ponto máximo às 1h12 do dia 28 e deverá terminar por volta das 2h51.

A expectativa é que cerca de 93% do disco lunar seja atingido pela sombra da Terra. Por essa característica, o fenômeno é classificado como um eclipse lunar parcial.

Eclipse lunar no Brasil poderá ser observado durante a madrugada

Para quem pretende acompanhar o evento, o momento mais interessante será durante a madrugada do dia 28. É nesse período que a sombra da Terra estará cobrindo a maior parte da superfície aparente da Lua.

Veja Também

O horário de início é especialmente importante para quem deseja acompanhar toda a evolução do fenômeno. A partir das 23h33, será possível perceber gradualmente a mudança na aparência do satélite.

O ápice ocorrerá às 1h12, quando a cobertura será maior. Depois disso, a Lua começará a deixar a região de sombra até o encerramento previsto para 2h51.

Como o fenômeno ocorre durante a noite, a visibilidade dependerá principalmente da presença de nuvens. Mesmo com o eclipse acontecendo normalmente, um céu muito fechado pode impedir a observação.

Por que a Lua pode ficar vermelha?

A tonalidade avermelhada que pode aparecer durante um eclipse lunar está relacionada à passagem da luz do Sol pela atmosfera terrestre.

Quando a Terra bloqueia diretamente a luz solar que normalmente ilumina a Lua, parte da radiação ainda consegue atravessar a atmosfera do planeta e alcançar o satélite.

Nesse percurso, a atmosfera espalha com maior intensidade os tons azulados da luz. Os comprimentos de onda avermelhados conseguem atravessar esse caminho e acabam iluminando a Lua de maneira indireta.

É esse processo que pode produzir a aparência avermelhada ou alaranjada associada à chamada “Lua de Sangue”.

A intensidade da coloração, entretanto, pode variar durante o fenômeno e depende também das condições da atmosfera terrestre.

É necessário usar telescópio para ver o eclipse?

Não. O eclipse lunar no Brasil poderá ser observado sem equipamentos específicos e não exige o uso de filtros de proteção ocular.

A observação a olho nu é segura porque não há exposição direta à luz solar intensa. Nesse aspecto, o fenômeno é diferente de um eclipse solar, que exige cuidados específicos para evitar danos à visão.

Quem tiver binóculos ou telescópios poderá utilizá-los para observar detalhes da superfície lunar, mas esses equipamentos não são obrigatórios.

Para uma experiência melhor, a recomendação é procurar um lugar com pouca iluminação artificial e uma visão ampla do céu. Áreas afastadas de prédios altos e locais com menor poluição luminosa podem proporcionar uma observação mais nítida.

Como fotografar o fenômeno?

O eclipse também pode ser registrado por câmeras e celulares. Para obter imagens mais definidas, é importante manter o aparelho estável e evitar movimentações durante o registro.

Em celulares que possuem modo noturno ou controles manuais, ajustes de exposição e foco podem ajudar na captura da Lua. Um tripé ou outro apoio também pode melhorar o resultado.

A qualidade das imagens dependerá, porém, do equipamento utilizado, da quantidade de luz disponível e, principalmente, da presença de nuvens no momento da observação.

Condições do tempo serão importantes

Embora o eclipse lunar no Brasil tenha previsão de visibilidade em todo o território nacional, isso não significa que todos os locais terão as mesmas condições para acompanhá-lo.

O céu encoberto, chuva ou excesso de nebulosidade podem dificultar a visualização. Por isso, quem pretende observar o fenômeno deve conferir a previsão meteorológica mais próxima da data.

Com céu aberto, a expectativa é de que a Lua possa ser acompanhada durante as diferentes etapas do eclipse, desde o início da fase parcial até o encerramento.

O fenômeno reúne duas características que favorecem a observação: acontece durante a noite e não exige equipamentos de proteção. Para quem gosta de astronomia, será uma oportunidade de acompanhar diretamente uma mudança provocada pela movimentação da Terra, do Sol e da Lua.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

03:21, 30 Set

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

O céu estrelado em uma noite de observação astronômica em 2026.
Descoberta

Astrônomos detectam pela primeira vez sinais de rádio vindos de um planeta fora do Sistema Solar; entenda

Emissões de Beta Pictoris b foram associadas a auroras e permitiram estimar a intensidade de seu campo magnético.

Prova.
Educação

Enem 2026: aulão reúne cerca de 280 estudantes da rede estadual do Recife em preparação para o exame nesta sexta (25)

Evento terá revisões de Redação, Biologia e Física, além de atividades de relaxamento e dança.

A imagem é apenas ilustrativa e não corresponde com exatidão o fenômeno.
Fenômeno

Derretimento de geleiras na Groenlândia e Antártida libera 12,5 trilhões de toneladas de gelo desde 1979

Segundo um estudo publicado no periódico Scientific Data, cinco sextos desse derretimento não provêm do ar mais quente, mas sim das águas mais quentes que corroem as calotas polares por baixo.

mais notícias

+

Newsletter