Doação de Sangue também pode beneficiar a saúde do doador; entenda Foto: Divulgação
A doação de sangue é um ato solidário que salva vidas todos os dias. No entanto, é fundamental que os doadores respondam com total sinceridade durante a triagem clínica.
Não se deve doar sangue com a intenção de realizar testes para detectar doenças como HIV ou hepatite, pois essas infecções podem não ser detectadas de imediato devido ao chamado “período de janela imunológica”, em que o vírus já está presente no organismo, mas ainda não é identificado pelos exames.
Para ser um doador, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 quilos e ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis).
Também é importante estar bem alimentado e descansado no dia da doação. A frequência com que se pode doar varia de acordo com o sexo: homens podem doar até quatro vezes ao ano (com intervalo de 60 dias), e mulheres, até três vezes (respeitando 90 dias entre uma doação e outra).
Além de beneficiar quem recebe, a doação frequente também pode ter impactos positivos para o próprio doador. Um estudo publicado recentemente na revista científica Blood, da Sociedade Americana de Hematologia, investigou os efeitos da doação regular sobre o sangue de doadores de longa data.
A pesquisa analisou 217 homens que doaram sangue cerca de três vezes por ano ao longo de 40 anos e os comparou com um grupo de 212 voluntários que doavam raramente ou nunca haviam doado.
Os cientistas identificaram mutações genéticas diferentes entre os grupos. Embora não tenha sido observada uma diferença na frequência do fenômeno conhecido como hematopoiese clonal, processo em que células do sangue passam a se replicar de maneira idêntica, os tipos de mutações vistas nos doadores frequentes pareciam ter um perfil protetor contra doenças como leucemia.
A produção de sangue após a doação exige do corpo um esforço extra, estimulando a renovação das células sanguíneas. Isso pode levar ao surgimento de mutações, mas, no caso dos doadores regulares, essas alterações tendiam a ser benignas.
O estudo ainda mostrou que as células desses doadores reagiam de forma distinta quando expostas a substâncias naturais do corpo, como a eritropoetina (hormônio que aumenta a produção de sangue) e o interferon gama (proteína associada a processos inflamatórios e ao risco de câncer).
Sob o efeito da eritropoetina, por exemplo, as células dos doadores frequentes desenvolveram mais mutações inofensivas em um gene específico, enquanto nas dos doadores esporádicos o interferon gama favoreceu o surgimento de mutações pré-malignas.
Essas descobertas ainda precisam de mais estudos para confirmação, mas já levantam uma hipótese animadora: além de salvar outras vidas, doar sangue com regularidade pode também oferecer efeitos protetores à saúde do próprio doador.
Mesmo com possíveis benefícios adicionais, o foco da doação de sangue deve sempre ser a solidariedade. Doar é um gesto de empatia e responsabilidade social, e com o devido cuidado e sinceridade, esse gesto pode transformar a vida de muitos.
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