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Gravação de vídeo com filho é crime moral e social, alerta delegada Sheila a Andressa Urach

Delegada Sheila alerta que gravação de vídeo com filho, feita por Andressa Urach, fere princípios morais, sociais e pode gerar responsabilidade legal.

Portal de Prefeitura

06 de janeiro de 2026 às 17:31   - Atualizado às 17:38

Delegada Sheila e Andressa Urach com Filho

Delegada Sheila e Andressa Urach com Filho Foto Montagem/Portal de Prefeitura

A delegada Sheila, deputada estadual em Minas Gerais e defensora da infância, fez um alerta contundente sobre a decisão da influenciadora Andressa Urach de gravar conteúdo com o próprio filho. Segundo Sheila, embora o Brasil não tenha um crime específico chamado incesto entre adultos, a produção de vídeos envolvendo mãe e filho, mesmo maiores de idade, fere princípios jurídicos, morais e sociais.

“Estamos falando de uma relação marcada por vínculo familiar, autoridade parental e simetria emocional. Isso levanta sérias dúvidas sobre o consentimento real e livre”, explicou a delegada.

Sheila reforça que, caso o material seja divulgado, podem surgir graves consequências jurídicas, incluindo investigação por exploração sexual, violência psicológica ou abuso moral. Ela também alerta que qualquer indício de que a relação começou antes da maioridade do filho configuraria crime gravíssimo, como estupro de vulnerável.

Família não é palco: cuidado com a exposição de crianças e adolescentes

A delegada destaca que a família não deve ser transformada em palco para conteúdos digitais e que a liberdade individual não pode ser usada para normalizar violações de limites básicos de proteção. “Gente, corpo de filho não é conteúdo. Liberdade nunca pode ser usada para justificar ações que ferem direitos fundamentais”, disse Sheila.

Para os pais e responsáveis, a recomendação é redobrar a atenção ao acesso das crianças à internet. Ferramentas como controle parental, restrição de sites e limites de tempo de tela, combinadas a um diálogo constante, são medidas fundamentais para proteger a saúde emocional e moral dos filhos.

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Sheila também critica a banalização de comportamentos nocivos por figuras públicas, alertando que o impacto é social e não apenas individual. Segundo ela, a normalização de ações inadequadas pode confundir crianças e adolescentes em fase de formação emocional, criando referências distorcidas sobre limites e ética.

“Nem tudo que gera clique é lícito ou ético. É nossa responsabilidade proteger a mente e o coração das nossas crianças”, reforçou.

A delegada Sheila reforça a importância da responsabilidade jurídica e social quando se trata de conteúdo digital envolvendo familiares. A orientação é clara: pais e figuras públicas devem agir sempre dentro da lei e da moral, garantindo proteção e segurança às crianças e adolescentes.

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