A água-viva imortal. Foto: Takashi Murai/ The New York Times Syndicate/ Redux
A natureza esconde segredos que desafiam as leis da vida e da morte como as conhecemos. Em primeiro lugar, a água-viva imortal, cientificamente chamada de Turritopsis dohrnii, é o único ser vivo do planeta capaz de retornar ao estágio de "bebê" após atingir a velhice. De fato, em vez de morrer, ela simplesmente reverte o seu desenvolvimento, transformando-se novamente em um pólipo no fundo do mar para recomeçar sua trajetória.
A ciência explica que esse "milagre" ocorre através de um processo raro conhecido como transdiferenciação. Além disso, esse mecanismo permite que uma célula já especializada em uma função se transforme em um tipo de célula totalmente diferente. Nesse sentido, conforme informações da National Geographic, quando a água-viva está ferida ou envelhecida, ela encolhe seu corpo e suas células se reprogramam, voltando ao estado inicial de desenvolvimento.
Pesquisadores que estudam o genoma dessa criatura identificaram que ela possui cópias extras de genes ligados à proteção e reparo do DNA. Dessa forma, o animal consegue evitar o desgaste celular que causa o envelhecimento em humanos. Conforme dados publicados na revista Nature, em dois mil e vinte e seis, os cientistas buscam entender como esses genes podem ser usados no futuro para tratar doenças degenerativas e regenerar tecidos humanos lesionados.
Apesar de ser originária do Mar Mediterrâneo, a água-viva imortal já se espalhou por quase todos os oceanos do mundo através de águas de lastro de navios. Contudo, por ser minúscula — menor que a unha de um dedo mindinho — ela raramente é vista a olho nu pelos banhistas. De acordo com o portal G1, embora seja imortal biologicamente, ela ainda pode morrer se for comida por predadores ou se sofrer com doenças externas, o que mantém o equilíbrio do ecossistema.
A jornada da Turritopsis dohrnii continua a inspirar laboratórios ao redor do globo. Portanto, o que estamos vendo é uma corrida científica para decodificar o "interruptor" que ativa a regeneração total das células. De acordo com o Ministério da Ciência, os investimentos em biologia marinha cresceram este ano, focando justamente em como essas descobertas podem revolucionar a medicina regenerativa e a longevidade humana nas próximas décadas.
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