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Cannabis: a "nova soja" que pode gerar quase R$ 6 bilhões para o Brasil até 2030

Plano para cultivo comercial de cânhamo industrial mira crescimento agroindustrial sustentável, inovação e exportação em expansão

Joice Gomes

14 de setembro de 2025 às 07:00

Cultivo comercial da cannabis industrial

Cultivo comercial da cannabis industrial Imagem gerado por IA

O Brasil caminha para iniciar o cultivo comercial da cannabis industrial, o cânhamo, a partir de 2026, em projetos piloto que podem transformar o agronegócio nacional. Um relatório conjunto da Embrapa e do Instituto Ficus projeta a entrada no mercado com planos de expansão, inovação e política de crédito para pequenos e médios produtores, além de cooperativas que podem impulsionar o setor.

Cronograma para a implementação do cultivo

Nos primeiros dois anos, a expectativa é iniciar experimentos e projetos-piloto a partir de março de 2026, com liberação prevista para pequenos agricultores a partir de setembro. Já o cultivo para grandes áreas deve começar em setembro de 2027, quando as primeiras licenças serão concedidas. Para 2028, está prevista a exportação do cânhamo processado.

Regulamentação: o principal entrave

Apesar do entusiasmo, a regulamentação é o maior desafio para o pleno desenvolvimento do setor. A Anvisa ainda mantém uma portaria de 1998 que proíbe o cultivo, e o Supremo Tribunal de Justiça já decidiu que União e agência devem atualizar as regras, processo aguardado até o fim de setembro de 2025. A versão atual proposta limita o cultivo à cannabis medicinal, o que especialistas consideram restritivo para o cânhamo industrial.

Potencial econômico da cadeia produtiva

Estudos indicam que o cânhamo pode gerar uma receita líquida anual de até R$ 5,76 bilhões em 2030, abrangendo usos que vão de fibra, papel, construção civil à indústria alimentícia e farmacêutica. O Brasil poderia ter cerca de 64 mil hectares cultivados, tornando-se um player relevante no mercado global.

Aplicações variadas das partes da planta

As sementes, ricas em proteínas, podem ser usadas para alimentação direta, elaboração de pães, barras e produtos como tofu, representando receita prevista de R$ 2,3 bilhões. Os caules, por sua vez, são fonte para a indústria têxtil, de papel e construção, contribuindo com R$ 3,2 bilhões.

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A “nova soja” para o Brasil

A Embrapa aposta no cânhamo como o próximo grande avanço agrícola do país, equiparando seu potencial ao da soja há 50 anos. A expectativa é que o cânhamo se torne uma nova commodity que impulsione inovações e diversifique a matriz agroindustrial.

Pesquisas científicas em andamento

A estatal busca autorização para cultivar cannabis para pesquisa, com três projetos submetidos, mas ainda aguardando resposta da Anvisa. A cientista Daniela Bittencourt destaca que o Brasil pode perder competitividade enquanto outros países avançam na produção e inovação.

Benefícios socioeconômicos e ambientais

O cultivo do cânhamo traz benefícios além da economia, incluindo diversificação da produção agrícola, geração de empregos e menor impacto ambiental em comparação com outras culturas convencionais. A planta exige menos água e agrotóxicos, alinhando-se a tendências de agricultura sustentável.

Comparações globais e logística

Países como China, EUA, Canadá e França já consolidam suas cadeias produtivas em cânhamo, reforçando a necessidade de o Brasil acompanhar para não ficar atrás. A logística de exportação e produção de derivados é vista como estratégica para agregar valor aos produtos brasileiros no mercado internacional.

O futuro do cânhamo no agro brasileiro

Com regulamentação adequada, investimentos em pesquisa e políticas públicas de fomento, o cânhamo pode transformar o agronegócio, promovendo avanços tecnológicos, expansão das exportações e destaque do Brasil como referência global em inovação agrícola.

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