Cachorro no veterinário. Foto: Freepik
Muitos tutores se preocupam com a possibilidade de um ataque cardíaco em seus cachorros, mas a ciência veterinária aponta que essa condição, semelhante ao infarto do miocárdio em humanos, é extremamente rara em animais de estimação.
Especialistas explicam que, apesar de relatos de morte súbita entre cães, as causas geralmente envolvem outros distúrbios cardíacos mais comuns.
A cardiologista veterinária Meg Sleeper, referência na área, afirma que doenças como a degeneração das válvulas cardíacas ou a cardiomiopatia aparecem com muito mais frequência entre os cães. Raças pequenas tendem a sofrer mais com problemas valvulares, enquanto cães de grande porte são mais suscetíveis à cardiomiopatia.
Entre os principais fatores ligados à morte súbita em cachorros está a fibrilação ventricular, uma condição grave que provoca contrações rápidas e descoordenadas dos ventrículos. Esse quadro impede que o coração bombeie sangue de forma eficiente, levando à parada cardíaca em poucos segundos.
A fibrilação atrial, embora também afete o ritmo cardíaco, costuma ser menos letal de forma imediata. Ela compromete o funcionamento das câmaras superiores do coração e, se não tratada, pode causar complicações mais adiante.
Veterinários esclarecem que, ao contrário dos humanos, os cães não costumam acumular placas de gordura nas artérias. Esse fator explica por que os infartos típicos, causados por obstrução coronariana, quase não aparecem em laudos veterinários. Ainda assim, algumas condições podem aumentar o risco de problemas cardíacos severos nos pets.
Entre os fatores de risco, destacam-se doenças como o hipotireoidismo, inflamações dos vasos sanguíneos (vasculite), infecções bacterianas graves, tumores cardíacos e a síndrome nefrótica, que compromete os rins. Essas condições podem afetar a oxigenação do músculo cardíaco e, eventualmente, levar a um colapso circulatório.
Mesmo sendo um quadro raro, o ataque cardíaco canino pode se manifestar de forma súbita e grave. Identificar sinais de alerta pode salvar vidas. Ofegância intensa e persistente sem motivo aparente, por exemplo, exige atenção imediata. Se o cão estiver em repouso e ainda assim respirar com dificuldade, o tutor deve buscar ajuda de um veterinário.
Outros sintomas incluem vômitos sem causa digestiva, febre acima de 39,9°C, e aceleração cardíaca. Para cães grandes, uma frequência acima de 100 batimentos por minuto já é preocupante. No caso de raças pequenas, o alerta se acende a partir de 140 bpm. A dor nas patas dianteiras, parecida com a dor no braço durante o infarto humano, também pode surgir como sinal do sofrimento cardíaco.
A letargia repentina, a dificuldade para se manter de pé ou a rigidez corporal indicam um quadro sério. Alguns cães apresentam sinais mais sutis, como confusão, desorientação e mudanças de comportamento. Não reconhecer o próprio tutor ou andar de um lado para o outro de forma ansiosa pode indicar um problema circulatório em curso. Em casos extremos, o estresse físico causa convulsões ou leva à morte súbita, sem tempo para intervenção médica.
A orientação dos veterinários é clara: mesmo com a baixa incidência de ataques cardíacos, a presença de dois ou mais desses sinais deve levar o tutor a agir com urgência. Atendimentos de emergência em clínicas 24h garantem melhores chances de diagnóstico e estabilização.
O coração dos cães pode até não estar tão vulnerável quanto o dos humanos, mas isso não significa que os cuidados devam ser menores. A vigilância aos sinais do corpo e do comportamento animal pode ser determinante para evitar tragédias.
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