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Brasileiro tetraplégico volta a andar após terapia experimental com polilaminina

Primeiro voluntário humano do protocolo da UFRJ apresenta recuperação motora após terapia inédita para lesão medular.

Portal de Prefeitura

19 de fevereiro de 2026 às 15:41   - Atualizado às 15:50

Paciente tetraplegico volta andar

Paciente tetraplegico volta andar Foto Montagem/Portal de Prefeitura

Diagnosticado com tetraplegia após um acidente de carro em 2018, Bruno, hoje com 31 anos, recebeu dos médicos a informação de que jamais voltaria a andar. O prognóstico, no entanto, começou a mudar após ele se tornar o primeiro paciente humano a participar de um protocolo experimental com polilaminina, substância desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O tratamento é conduzido pelo Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da universidade. Bruno é o paciente número 01 do estudo clínico voltado à regeneração de lesões na medula espinhal.

“Recuperei minha independência total”, afirmou o paciente nas redes sociais, onde compartilha vídeos mostrando atividades que voltou a realizar, como dirigir carro manual, trabalhar, cozinhar e praticar musculação.

O que é a polilaminina?

A polilaminina é uma substância desenvolvida para atuar na reconstrução do ambiente celular da medula espinhal lesionada. A pesquisa é liderada pela cientista Tatiana (nome divulgado pela equipe científica), vinculada ao Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.

Segundo os pesquisadores, a terapia busca estimular a reconexão das fibras nervosas e favorecer a regeneração neural, algo historicamente considerado um dos maiores desafios da medicina regenerativa.

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A lesão medular, especialmente nos casos de tetraplegia, compromete os movimentos dos quatro membros e pode afetar funções respiratórias e autonômicas. Até hoje, não existe cura consolidada para esse tipo de condição, apenas tratamentos de reabilitação e controle de sintomas.

Resultados são considerados promissores

De acordo com a equipe envolvida no estudo, os resultados observados até o momento são animadores, com melhora significativa nas funções motoras do paciente. No entanto, os pesquisadores ressaltam que o protocolo ainda está em fase inicial de testes clínicos.

Isso significa que a segurança, a eficácia e os efeitos a longo prazo ainda estão sendo avaliados. Novas etapas da pesquisa deverão incluir mais participantes antes que o tratamento possa ser considerado para aplicação ampla.

Especialistas alertam que, embora casos individuais de sucesso sejam importantes, a validação científica exige estudos controlados, revisão por pares e acompanhamento prolongado.

Esperança e cautela

A história de Bruno reacende a esperança para milhares de pessoas que convivem com lesões medulares no Brasil e no mundo. Ao mesmo tempo, a comunidade científica reforça a necessidade de prudência até que os resultados sejam confirmados em larga escala.

A pesquisa com polilaminina representa um avanço relevante na área de medicina regenerativa e coloca a UFRJ no centro das discussões sobre inovação científica no país.

Caso os resultados se confirmem nas próximas fases, o tratamento poderá representar uma mudança significativa na abordagem de lesões medulares graves.

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