Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 100 gramas de amendoim contêm cerca de 25,8 gramas de proteína, quantidade superior à encontrada em ovos.
Amendoim. Foto: Freepik.
Durante muito tempo, o amendoim carregou a fama de ser um vilão das dietas por causa do seu alto teor calórico e de gorduras. Hoje, no entanto, a ciência mostra outro lado do grão, quando consumido na medida certa, ele pode ajudar no ganho de massa muscular, melhorar o colesterol e até contribuir para o controle do peso.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 100 gramas de amendoim contêm cerca de 25,8 gramas de proteína, quantidade superior à encontrada em ovos, que oferecem 12,4 gramas na mesma proporção. Essa característica faz com que o alimento se torne uma opção interessante para vegetarianos e veganos que buscam fontes vegetais de proteína.
O nutrólogo Murillo Brandão Júnior explicou à CNN Brasil que, embora o amendoim tenha alto teor proteico, sua qualidade não é igual à das proteínas animais ou da soja. Por isso, o ideal é combiná-lo com outras fontes vegetais para garantir um equilíbrio maior de aminoácidos.
Além de ser rico em proteínas, o amendoim também oferece gorduras boas, como as mono e poli-insaturadas. De acordo com a Associação Americana do Coração (AHA), dietas que priorizam esse tipo de gordura podem reduzir o colesterol ruim (LDL) e diminuir o risco de doenças cardíacas e AVC.
Outro ponto positivo é a presença de vitaminas do complexo B, vitamina E, magnésio, zinco, fibras e compostos antioxidantes como resveratrol e flavonoides, que ajudam a combater inflamações. Estudos apontam que o consumo regular do alimento pode auxiliar na sensibilidade à insulina e reduzir o risco de diabetes tipo 2.
Apesar de ser calórico, o amendoim também pode ter um papel importante em dietas de emagrecimento. Por ser rico em gordura e proteína, ele promove saciedade e ajuda a controlar a fome entre as refeições.
O especialista ressalta, porém, que o controle das porções é essencial. O consumo diário recomendado é de 30 a 40 gramas, o equivalente a um punhado pequeno. O ideal é que ele substitua lanches ultraprocessados, e não seja apenas um complemento a mais na dieta.
Entre as opções mais consumidas estão a pasta de amendoim e o amendoim torrado. A versão em pasta é prática e nutritiva, desde que não contenha açúcar, sal ou óleos hidrogenados.
Já o amendoim torrado, por ser menos processado, é considerado ainda mais natural. Ambas as versões são boas escolhas, e a preferência pode variar conforme os objetivos e hábitos alimentares de cada pessoa.
O consumo de amendoim deve ser evitado por pessoas com alergia, já que as reações podem ser severas, incluindo casos de anafilaxia. Também não é indicado para crianças menores de dois anos, devido ao risco de engasgo.
Com moderação, o amendoim pode deixar de lado o título de vilão e se tornar um aliado da saúde e da boa forma, oferecendo energia, nutrição e benefícios que vão muito além da academia.
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