A Organização Mundial da Saúde, por meio da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), classifica oficialmente o álcool no Grupo 1 de agentes carcinogênicos.
Bebida. Foto: Freepik
Beber socialmente ou com frequência pode parecer inofensivo, mas autoridades de saúde alertam que o álcool está diretamente ligado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), classifica oficialmente o álcool no Grupo 1 de agentes carcinogênicos. Isso significa que há evidências suficientes para afirmar que ele causa câncer em humanos, assim como o cigarro e o amianto.
O alerta não se limita ao consumo excessivo. Pesquisadores explicam que mesmo pequenas quantidades de bebida alcoólica podem aumentar o risco, sem que exista um nível considerado totalmente seguro para a saúde nesse aspecto.
Após a ingestão, o corpo humano metaboliza o álcool em uma substância chamada acetaldeído. Esse composto é altamente reativo e danifica diretamente o DNA das células. Quando o material genético sofre esse tipo de agressão, aumenta a chance de mutações que levam ao aparecimento de tumores.
Além disso, o álcool favorece a formação de espécies reativas de oxigênio, substâncias que causam inflamação e comprometem proteínas e lipídios essenciais para o funcionamento das células. Esse processo agride vários tecidos do organismo e acelera o desenvolvimento de doenças, incluindo o câncer.
Outro fator de risco está ligado ao impacto do álcool nos hormônios. O consumo pode alterar os níveis hormonais no corpo, como o estrogênio, hormônio relacionado ao aumento do risco de câncer de mama. Especialistas também destacam que o álcool facilita a absorção de substâncias cancerígenas de outras fontes, como a fumaça do cigarro, o que potencializa os danos.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) , o consumo de bebidas alcoólicas está diretamente relacionado a vários tipos de câncer. Os mais comuns são:
Em todos esses casos, estudos indicam que a frequência e a quantidade de álcool consumido aumentam proporcionalmente o risco.
Diversas entidades de saúde reforçam que não existe um nível de consumo de álcool que seja considerado livre de riscos em relação ao câncer. Mesmo doses tidas como moderadas podem trazer efeitos cumulativos ao longo do tempo. Reduzir o consumo, ou interromper de forma definitiva, diminui as chances de desenvolver a doença.
Especialistas também alertam para o efeito multiplicador da combinação entre álcool e cigarro. Quando as duas substâncias são consumidas juntas, o risco de câncer, principalmente na região da boca e garganta, cresce de forma significativa. Isso ocorre porque o álcool aumenta a permeabilidade das mucosas, facilitando a entrada das substâncias tóxicas presentes na fumaça.
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