Os eventos concentram ocorrências raras no mesmo mês e exigem atenção aos horários e às condições de observação.
10 de agosto de 2026 às 14:38 - Atualizado às 15:42
Eclipse solar. Foto: Freepik
O céu de agosto reserva dois eclipses em um intervalo de pouco mais de duas semanas. O primeiro acontece já nesta quarta-feira, 12 de agosto, envolvendo o Sol. O segundo ocorre no fim do mês e terá a Lua como protagonista. Para quem está em Pernambuco, porém, apenas um dos fenômenos poderá ser acompanhado diretamente.
O eclipse desta quarta será solar e total em uma faixa restrita do Hemisfério Norte. Durante o fenômeno, a Lua passa entre a Terra e o Sol e, dependendo da localização do observador, pode bloquear completamente o disco solar por alguns instantes.
A faixa de totalidade atravessará áreas da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Oceano Atlântico, Espanha e uma pequena parte de Portugal. Em outras regiões da Europa, América do Norte e noroeste da África, o fenômeno será observado apenas de forma parcial.
Em Pernambuco, o eclipse solar não poderá ser acompanhado. O fenômeno também não terá visibilidade no Brasil.
A oportunidade para os brasileiros chega na noite de 27 para 28 de agosto, quando acontece um eclipse lunar parcial.
Diferentemente do eclipse solar, nesse fenômeno é a Terra que fica posicionada entre o Sol e a Lua. A sombra do nosso planeta avança sobre parte da superfície lunar, provocando uma mudança perceptível no aspecto do satélite.
Em Recife, segundo o site Time And Date, especializado em dados astronômicos, o eclipse começa pela fase penumbral às 22h23 da quinta-feira, (27), atinge o ponto máximo às 1h12 da sexta-feira (28), e termina às 4h01.
A magnitude do eclipse em Recife chegará a 0,930, o que significa que uma parcela muito grande do diâmetro lunar entrará na sombra mais escura da Terra. Por isso, o fenômeno terá aparência próxima de um eclipse total, embora tecnicamente permaneça parcial.
Durante o momento de maior cobertura, parte da Lua poderá apresentar tonalidade avermelhada. A mudança ocorre porque a luz solar que atravessa a atmosfera terrestre é filtrada antes de alcançar a superfície lunar.
Não. Ao contrário de um eclipse solar, o eclipse da Lua pode ser observado a olho nu, sem óculos ou filtros especiais. Um local com horizonte livre e pouca iluminação artificial favorece a visualização.
Já a observação direta de eclipses solares exige equipamentos próprios. Óculos de sol comuns não oferecem proteção suficiente, e câmeras, binóculos ou telescópios também precisam de filtros solares adequados.
Segundo informações divulgadas pela BBC, o Observatório Nacional também prevê transmissões dos dois fenômenos pela internet, permitindo acompanhar inclusive o eclipse solar que não será visível a partir do Brasil.
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