Descubra a verdade sobre o 3I/ATLAS, o terceiro objeto interestelar detectado. Foto: Reprodução / Internet
Nos últimos meses, o objeto interestelar 3I/ATLAS (também conhecido como C/2023 A3) tem sido um dos protagonistas no campo da astronomia e da astrofísica. Desde sua descoberta em julho de 2025, ele manteve uma comunidade fascinada, tanto entre cientistas quanto entusiastas, gerando especulações que variaram desde sua categorização como um cometa ordinário até teorias mais sensacionalistas, como a possibilidade de ser uma nave alienígena.
Detectado originalmente pelo sistema ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) da NASA, que monitora objetos próximos da Terra, o 3I/ATLAS chamou atenção por ser o terceiro objeto interestelar já identificado, uma categoria rara que inclui visitantes que não pertencem ao Sistema Solar. Logo que foi descoberto, especulações crescentes surgiram. Entre elas, a mais notória foi levantada por um professor de Harvard, que sugeriu que o 3I/ATLAS poderia ser uma sonda alienígena disfarçada.
Esse rumor ganhou mais tração quando o objeto desapareceu temporariamente de observação ao passar próximo ao Sol, levando a teorias que ele estaria manobrando para escapar dos radares terrestres. Contudo, essas hipóteses careciam de evidências robustas e foram consideradas extravagantes pela maioria dos especialistas.
No dia 24 de outubro de 2025, o radiotelescópio MeerKAT, localizado na África do Sul e composto por uma poderosa rede de 64 antenas, captou um sinal de rádio fundamental que mudou completamente a narrativa. O sinal não se tratava de nenhuma transmissão tecnológica ou mensagem codificada, mas sim de uma absorção causada por moléculas de hidroxila, que são indicadores claros da presença de gelo no interior do objeto.
Este tipo de sinal funciona como uma "identificação molecular", ou seja, ele é único para cada tipo de composto e permitiu aos cientistas garantir que o 3I/ATLAS é composto por gelo, exatamente como cometas naturais que conhecemos em nosso Sistema Solar.
O fato de o 3I/ATLAS reaparecer exatamente na posição prevista sem desvios ou manobras confirma ainda mais que ele segue as leis físicas convencionais, afastando qualquer hipótese de comportamento artificial.
Além da detecção do sinal de hidroxila, observações feitas por vários instrumentos, incluindo o Telescópio Espacial Swift da NASA no espectro ultravioleta, confirmaram presença de vapor de água e íons de hidróxido na coma do objeto. O Telescópio Espacial James Webb também capturou imagens que mostraram o 3I/ATLAS com uma coloração azulada intensa, característica de uma forte atividade gasosa, evidenciando a presença de moléculas como C e NH.
Essas descobertas cientificamente detalhadas reforçam que o 3I/ATLAS se comporta exatamente como um cometa tradicional, descartando as teorias fantasiosas de que possa ser uma sonda ou nave alienígena.
3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar confirmado até hoje, após o 1I/’Oumuamua, detectado em 2017, e o 2I/Borisov, em 2019. Estes objetos são fundamentais para a astronomia porque oferecem uma chance rara de estudar materiais vindos de fora do nosso Sistema Solar, ampliando o conhecimento sobre a formação e composição de outros sistemas estelares.
Apesar do seu percurso extenso e de ser impossível determinar com precisão sua estrela de origem, a ciência está preparada para estudar cada detalhe que esses visitantes revelam.
A comunidade científica já planeja novas observações do 3I/ATLAS. A missão JUICE, da Agência Espacial Europeia (ESA), que atualmente segue rumo a Júpiter, realizará medições adicionais de rádio do cometa interestelar em fevereiro de 2026, contribuindo para enriquecer ainda mais os dados.
Além disso, a missão Comet Interceptor, prevista para ser lançada por volta de 2029, espera aguardar o próximo cometa interestelar para estudar sua composição de perto, algo que poderá revolucionar o entendimento sobre esses corpos celestes.
O caso do 3I/ATLAS exemplifica o equilíbrio entre o fascínio popular por teorias alienígenas e a robustez da investigação científica, que oferece respostas fundamentadas com base em evidências observacionais sólidas. Embora o mistério tenha sido uma fonte de especulação, a realidade revela mais uma peça intrigante no vasto quebra-cabeça do cosmos.
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