Passageiros utilizam ônibus do transporte público durante deslocamentos pela cidade. Foto: Freepik
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou nesta segunda-feira (29) que a tarifa básica dos ônibus municipais será reajustada a partir de 6 de janeiro de 2026. Com o novo valor, a passagem passará de R$ 5,00 para R$ 5,30, um reajuste de 6% no preço cobrado dos passageiros.
A medida faz parte dos ajustes na política tarifária da cidade e foi divulgada pela Prefeitura da capital paulista nesta segunda-feira. Segundo a administração municipal, a atualização do valor da tarifa segue trâmites legais e será encaminhada à Câmara Municipal para aprovação, como exige a legislação local.
O percentual de aumento fica abaixo de alguns indicadores oficiais de inflação, como o IPC-Fipe Transporte Coletivo, que acumulou alta de cerca de 6,5% no último ano. Ainda assim, o reajuste apresentado representa um acréscimo no valor pago pelos usuários do sistema de ônibus da cidade.
Durante os últimos anos, a tarifa de ônibus municipal havia permanecido estável por um longo período. De acordo com dados da administração, o preço da passagem ficou em R$ 4,40 por cerca de cinco anos até ser ajustado para R$ 5,00 no fim de 2024. A inflação acumulada no período entre 2020 e 2025 foi superior a 40%, de acordo com índices oficiais, e a Prefeitura afirma que a atualização atual está abaixo dessa variação ao longo dos anos.
A Prefeitura de São Paulo também destacou que a capital paulista mantém uma das tarifas mais baixas da Região Metropolitana e do país, levando em conta o sistema de integração via Bilhete Único, que permite ao passageiro realizar até quatro embarques em ônibus no período de três horas sem custo adicional além da tarifa principal.
O anúncio chega em um momento em que a mobilidade urbana tem passado por intensos debates na cidade. Nos últimos meses, a Prefeitura ampliou recursos orçamentários para custear subsídios ao sistema de ônibus, em meio a pressões de custos operacionais e debates sobre o equilíbrio das despesas públicas com outros serviços essenciais.
A decisão de reajustar a tarifa ocorre poucos dias antes da virada do ano, e a Prefeitura optou por divulgar o novo valor ainda em dezembro para dar mais clareza aos usuários sobre o que esperar no começo de 2026. O valor de R$ 5,30 entrará em vigor já no primeiro dia útil após o início do ano, na terça-feira dia 6 de janeiro.
A gestão municipal também vem enfrentando questionamentos sobre os custos do transporte público coletivo e os valores destinados ao subsídio das operadoras de ônibus. Em novembro deste ano, a Prefeitura abriu um crédito adicional de R$ 160 milhões para reforçar as despesas com compensações tarifárias ao setor, somando recursos já destinados em outros momentos para apoiar a operação do sistema.
Além disso, antes do anúncio do novo valor, o prefeito Ricardo Nunes havia declarado que não descartava um aumento na tarifa, ressaltando que aguardava estudos da SPTrans, a empresa que administra o transporte coletivo na cidade para definir se haveria reajuste e em qual percentual. Nunes havia afirmado que a intenção era manter a tarifa congelada ou, se necessário, acompanhar apenas a inflação do período.
Moradores da capital paulista que usam o transporte coletivo diariamente enfrentam desafios com o custo do deslocamento, e o anúncio do reajuste surge em meio a um cenário em que a mobilidade urbana segue sendo um dos temas centrais nas discussões sobre orçamento e políticas públicas na cidade.
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