Entre os terminais nordestinos com maior fluxo de passageiros, Recife (PE) liderou a movimentação com 1,38 milhão de passageiros no 1º trimestre Foto: Vosmar Terra
O céu do Nordeste nunca esteve tão movimentado. No primeiro trimestre de 2026, a região reafirmou sua posição como o principal motor do turismo nacional, registrando a circulação de 5,8 milhões de passageiros em voos com origem nos aeroportos nordestinos. O crescimento de 12,86% em relação ao ano anterior não apenas impressiona, mas coloca a região em um patamar superior à média de crescimento de todo o Brasil, que ficou em 8,95%.
Neste cenário de alta temporada, dois nomes brilham com intensidade: Recife (PE) e Salvador (BA). Juntas, as capitais pernambucana e baiana foram responsáveis por quase metade de toda a movimentação doméstica e internacional da região, consolidando-se como os pilares da conectividade aérea no Nordeste.
O Aeroporto Internacional do Recife manteve sua coroa como o terminal mais movimentado do Nordeste. Durante os primeiros três meses do ano, o hub pernambucano movimentou sozinho 1,38 milhão de passageiros, um avanço de 10,45% em comparação ao mesmo período de 2025.
A liderança de Recife não é por acaso. O terminal funciona como um ponto estratégico de conexão para quem viaja tanto para o interior do estado quanto para destinos internacionais e outras capitais. "O Recife vive um momento de consolidação de sua infraestrutura. O fluxo reflete a força de nosso Carnaval, mas também a eficiência do aeroporto em conectar o passageiro ao mundo", destaca o levantamento da Anac. Do total de passageiros na região, uma parcela significativa utilizou Recife como ponto de partida para as férias de verão, impulsionada pela robusta malha aérea doméstica.
Logo atrás, o Aeroporto Internacional de Salvador registrou um desempenho robusto, somando 1,13 milhão de passageiros no trimestre. O crescimento na capital baiana foi ainda mais acelerado que o de Recife, atingindo 11,69% de alta.
A Bahia, com seu turismo cultural vibrante e gastronomia icônica, atraiu uma multidão de viajantes que desembarcaram e embarcaram em busca do verão soteropolitano. Salvador se destaca especialmente pela sua capacidade de atrair voos internacionais, que somaram mais de 312 mil embarques em toda a região. O fortalecimento da conectividade aérea em Salvador tem sido peça-chave para movimentar não apenas a capital, mas toda a cadeia econômica que depende do turismo no litoral baiano.
O sucesso de Recife e Salvador reflete um fenômeno maior: o fortalecimento da economia regional. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a expansão da oferta de voos e a melhoria da infraestrutura aproximam pessoas e criam oportunidades de emprego e renda.
Além dos grandes hubs, o crescimento se espalhou por destinos vizinhos, como Porto Seguro (+20,76%) e Maceió (+11,46%), criando um efeito cascata que beneficia todo o setor de serviços. Com o fim da fase de La Niña e a transição para o El Niño prevista para o segundo semestre de 2026, o setor aéreo monitora as condições climáticas, mas mantém o otimismo baseado na demanda reprimida e na consolidação do Nordeste como o refúgio favorito dos brasileiros e estrangeiros.
Para quem busca investir ou viajar, os dados de 2026 confirmam: Recife e Salvador não são apenas destinos, mas as portas de entrada para uma região que decola em ritmo acelerado.
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