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Prefeito é condenado por fraude em concurso que favoreceu familiares e aliados políticos

O gestor e outros envolvidos foram responsabilizados por manipulação de provas e favorecimento a familiares e aliados políticos

Portal de Prefeitura

09 de janeiro de 2026 às 15:53   - Atualizado às 16:04

Fraude em concuso público

Fraude em concuso público Foto: Gemini/Google

A Justiça de Minas Gerais condenou o atual prefeito de Leandro Ferreira, Nivaldo Rodrigues (MDB), junto a empresários, empresas e agentes políticos, por um esquema de fraudes em concurso público e processo licitatório realizados no município em 2008. A decisão, assinada em 13 de dezembro de 2025 pela juíza Rachel Cristina Silva Viegas, ainda cabe recurso.

Segundo a sentença, houve manipulação deliberada do concurso para direcionar vagas a familiares do então prefeito, incluindo seu filho e nora, além de amigos e aliados políticos. O certame foi realizado em junho de 2008, após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que previa a regularização das contratações no município.

Apesar do acordo, denúncias chegaram ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) logo após a aplicação das provas, apontando irregularidades graves e favorecimento indevido de determinados candidatos.

Testemunhas relataram que um grupo específico teve acesso antecipado ao conteúdo das provas, recebeu respostas durante a aplicação e foi beneficiado por alterações nas notas das avaliações práticas, configurando violação direta aos princípios da legalidade e isonomia em concursos públicos.

Implicações legais e políticas

A decisão da juíza responsabiliza Nivaldo Rodrigues, os empresários contratados para organizar o certame e agentes políticos que participaram da articulação do esquema. Entre as consequências previstas estão sanções civis e financeiras, além da possibilidade de impeachment e perda de direitos políticos, caso a sentença seja mantida após eventual recurso.

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O caso é considerado emblemático no combate à corrupção em pequenas cidades, mostrando como conluios políticos podem distorcer processos públicos e prejudicar candidatos legítimos.

Denúncia e investigação

A ação civil pública que originou a sentença foi movida pelo MPMG, que reuniu documentos, depoimentos de testemunhas e provas do direcionamento do concurso e da licitação municipal. A investigação demonstrou que o esquema visava garantir cargos estratégicos a pessoas ligadas ao prefeito, comprometendo a transparência e a moralidade administrativa.

A sentença ressalta que fraudes em concursos públicos afetam diretamente a população, pois candidatos que deveriam assumir funções no serviço público são substituídos por pessoas escolhidas por interesses políticos, prejudicando a eficiência da administração municipal.

Repercussão e próximos passos

A decisão da Justiça ainda pode ser recorrida em instâncias superiores, o que significa que a condenação ainda não é definitiva. Entretanto, o caso já reforça a importância do controle externo, fiscalização e transparência em concursos e licitações, servindo de alerta para outros municípios de Minas Gerais e do país.

Especialistas em direito administrativo e membros do Ministério Público afirmam que casos como esse evidenciam a necessidade de mecanismos preventivos e auditorias rigorosas, para que processos seletivos e licitações não sejam manipulados em benefício de grupos políticos ou familiares.

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