O caso é investigado pela 12ª Delegacia de Polícia, que busca esclarecer se houve falhas nas condições de segurança dos trabalhadores envolvidos na montagem.
27 de abril de 2026 às 11:18 - Atualizado às 11:31
A análise técnica acontece um dia após o acidente. Foto: Reprodução e Reprodução/Instagram/@shakira
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza nesta segunda-feira, 27 de janeiro, uma nova perícia no local onde morreu o serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, durante a montagem do palco do show da cantora Shakira, nas areias da Praia de Copacabana, na zona sul da capital fluminense.
A análise técnica acontece um dia após o acidente e levou à suspensão temporária da instalação da estrutura. Segundo a empresa Bonus Track, responsável pela organização do evento, a paralisação não compromete o cronograma do show, que segue dentro do prazo previsto.
Gabriel ficou prensado entre dois elevadores utilizados na montagem da estrutura do palco. Ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Em nota, a Polícia Civil informou que uma perícia preliminar já havia sido realizada no local e que novas análises serão conduzidas para complementar a investigação. Confira a nota da Polícia Civil abaixo:
“O caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana). Uma perícia preliminar foi realizada no local, e outras análises ainda serão conduzidas para complementar a apuração. Paralelamente, os agentes realizam diligências para esclarecer as circunstâncias da morte de Gabriel de Jesus Firmino”.
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O caso é investigado pela 12ª Delegacia de Polícia, que busca esclarecer se houve falhas nas condições de segurança dos trabalhadores envolvidos na montagem.
De acordo com os investigadores, caso seja comprovado algum erro ou negligência, os responsáveis poderão responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Outra possibilidade analisada é a de homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, caso fique demonstrado que houve consciência do risco e ainda assim a atividade foi mantida.
Se nenhuma infração penal for identificada, a ocorrência será tratada como acidente de trabalho, sem responsabilização criminal. Paralelamente às perícias, agentes realizam diligências e colhem depoimentos para entender as circunstâncias exatas do acidente.
Gabriel de Jesus Firmino era morador de Magé, na Baixada Fluminense, e trabalhava para a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos. Segundo o boletim de ocorrência, ele estava atuando na montagem de quatro equipamentos do tipo elevador quando ficou preso entre duas estruturas.
No momento do acidente, apenas funcionários da empresa responsável pela montagem dos elevadores estavam no local. As atividades foram imediatamente interrompidas e a área isolada até a realização da primeira perícia.
O acidente aconteceu na tarde de domingo, 26 de abril. Inicialmente, o trabalhador foi atendido por integrantes da brigada de incêndio presente no local. Em seguida, foi encaminhado em uma ambulância do Corpo de Bombeiros ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.
Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu. Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). Até a última atualização, não havia informações divulgadas sobre velório e sepultamento.
A morte do serralheiro reacende discussões sobre segurança em grandes eventos e sobre as condições oferecidas aos profissionais que atuam na montagem de estruturas temporárias. A apuração deve apontar se todos os protocolos exigidos estavam sendo cumpridos no momento do acidente.
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