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PF investiga ligação do crime organizado com intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas

O diretor da PF disse que a investigação dirá se há conexão com o crime organizado baseado em operações anteriores, e que o trabalho será integrado com a Polícia Civil.

Gabriel Alves

30 de setembro de 2025 às 12:22   - Atualizado às 12:22

Garrafas de bebidas alcoólicas.

Garrafas de bebidas alcoólicas. Foto: Reprodução/TV Integração

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou nesta terça-feira, 30 de setembro, que já foi instaurado inquérito policial para investigar as circunstâncias envolvendo os casos de intoxicação por metanol identificados no estado de São Paulo. Segundo ele, a corporação investiga, inclusive, a ligação da adulteração de bebidas alcoólicas com o crime organizado.

“Dentre as razões, a questão da interestadualidade [há indícios de distribuição fora do estado de São Paulo] e a possível conexão com investigações recentes que fizemos, especialmente no estado do Paraná, com outras duas de São Paulo, em razão de toda a cadeia de combustível, onde parte disso passa pela importação de metanol pelo Porto de Paranaguá”, explicou.

O diretor da PF disse que a investigação dirá se há conexão com o crime organizado baseado em operações anteriores, e que o trabalho será integrado com a Polícia Civil de São Paulo. 

“A gente vai buscar trabalhar de maneira integrada. São investigações que se complementam com investigações na parte administrativa, com investigação a cargo também da Polícia Civil de São Paulo”, disse.

Agência Brasil

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Mortes por metanol

Nos últimos dias, pelo menos três pessoas morreram por intoxicação por metanol na cidade de São Paulo e em São Bernardo do Campo, na região metropolitana. Outros 10 casos são investigados por possível contaminação pela mesma substância, segundo informações do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo.

A principal suspeita é de que a contaminação esteja relacionada à adulteração de bebidas alcoólicas como gin, whisky e vodka vendidas em bares e adegas.

A substância, também conhecida como álcool metílico, é um biocombustível altamente inflamável. Ela pode ser produzida por diferentes processos, como a destilação destrutiva da madeira, o aproveitamento da cana-de-açúcar ou a partir de gases de origem fóssil.

De acordo com Alvaro Pulchinelli Junior, médico toxicologista, patologista clínico e presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), a substância é amplamente utilizada na indústria química, atuando como solvente, na fabricação de tintas e vernizes e em processos de refinamento.

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