Durante a operação, os policiais apreenderam 50 galos, além de 11 munições intactas de calibre .40. Também foram recolhidos diversos materiais utilizados nas rinhas.
20 de julho de 2026 às 11:13 - Atualizado às 11:15
Fotos: Divulgação/PMPE
Uma ação do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) desarticulou uma rinha de galos que funcionava no Sítio Gravatá, em Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A fiscalização foi realizada neste domingo, 19 de julho e terminou com 52 pessoas conduzidas à delegacia.
Segundo a Polícia Militar, todos os envolvidos foram levados para a Delegacia de Plantão de Goiana, onde foram lavrados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) pelo crime de maus-tratos a animais.
Durante a operação, os policiais apreenderam 50 galos, além de 11 munições intactas de calibre .40. Também foram recolhidos diversos materiais utilizados nas rinhas, entre eles biqueiras, esporas, esparadrapos, luvas, pomadas, tesoura e uma serra usada para o corte das esporas das aves.
De acordo com a corporação, a ocorrência foi registrada na Delegacia de Plantão de Goiana, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. Os animais e os materiais apreendidos ficaram à disposição das autoridades responsáveis pelos procedimentos da investigação.
A rinha de galos é proibida em todo o país e é considerada crime ambiental, conforme o artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), por submeter os animais a maus-tratos, ferimentos e sofrimento. Além disso, a prática também pode estar associada à exploração de jogos de azar quando envolve apostas ilegais.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já consolidou o entendimento de que a crueldade contra os animais não pode ser justificada por argumentos de tradição ou cultura. Organizadores, participantes e demais envolvidos podem responder criminalmente pelos atos praticados.
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