Mulher agredida em elevador e momento da cirurgia. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
Juliana Garcia dos Santos, de 35 anos, espancada com mais de 60 socos pelo namorado dentro de um elevador em um condomínio de Natal passou, na sexta-feira, 1º de agosto, por uma cirurgia de reconstrução facial. Segundo o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), o procedimento foi realizado com sucesso.
"A intervenção transcorreu de forma segura, conforme o planejamento cirúrgico previsto, com o objetivo de restabelecer a funcionalidade e a estética facial da paciente", informou o hospital em nota.
A cirurgia, chamada de osteossíntese, teve início por volta das 9h e, embora estivesse prevista para durar três horas, se estendeu por mais de sete devido à complexidade dos ferimentos. O procedimento foi conduzido por uma equipe multidisciplinar formada por cirurgiões-dentistas especialistas em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, anestesistas e profissionais de enfermagem.
“Nós tivemos algumas dificuldades, porque algumas partes da fratura estavam muito difíceis de serem abordadas e fixadas no local correto. Havia muitos fragmentos e isso atrasou o processo”, explicou o cirurgião-dentista Kerlison Paulino de Oliveira.
De acordo com o especialista, não foi possível precisar o número de fraturas. Ele também destacou que, mesmo com o sucesso da cirurgia, a paciente pode apresentar sequelas na face, devido à gravidade das lesões. Foram utilizadas placas mais rígidas para garantir a sustentação do esqueleto facial.
O crime aconteceu no último dia 26 de julho e foi registrado por câmeras de segurança. O agressor, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Ele responderá por tentativa de feminicídio.
A vítima segue internada no Huol, sob cuidados pós-operatórios. A previsão inicial é de que ela permaneça hospitalizada por pelo menos dois dias, podendo haver alterações conforme a evolução clínica.
O hospital ressaltou que todo o atendimento segue os protocolos técnicos, éticos e com acolhimento humanizado. A equipe responsável acompanha o caso desde o primeiro atendimento, ainda no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, no dia da agressão.
“Estamos conduzindo cada passo de uma forma cuidadosa, responsável e, acima de tudo, ética, sempre buscando minimizar os riscos e traumas decorrentes do evento inicial”, completou o cirurgião-dentista.
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