Yasmin Amorim, de 12 anos, que faleceu. Foto: RPC/Arquivo/Reprodução
Yasmin Amorim, de 12 anos, morreu na sexta-feira, 6 de fevereiro, em Cascavel, cidade no Oeste do Paraná. A menina enfrentava um neuroblastoma, tipo agressivo de câncer, e ganhou repercussão nacional após a investigação que apontou o desvio de R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento dela.
A morte foi confirmada pela família. Yasmin estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel, onde recebia acompanhamento médico. Nas redes sociais, a mãe da criança, Daniele Aparecida Campos, informou que o quadro de saúde da filha havia se agravado durante a madrugada. Uma corrente de oração chegou a ser organizada para a noite da sexta, em frente à unidade hospitalar, mas a menina não resistiu.
O diagnóstico da doença ocorreu em 2018, quando Yasmin tinha cinco anos. Segundo a mãe, o tumor atingia a região do pescoço e do tórax, e o primeiro tratamento apresentou resultado positivo.
"Ela tinha um tumor no pescoço e no tórax, iniciou o tratamento, graças a Deus foi um sucesso o tratamento dela. Ela entrou em remissão, não tinha mais células cancerígenas e em 2020, infelizmente, ela teve uma recidiva, a doença voltou", relatou.
Após o retorno da doença, a menina passou por um novo ciclo de quimioterapia associado ao transplante de medula óssea. Na ocasião, voltou a apresentar melhora e retomou a rotina. Mesmo após cirurgias, sessões de fisioterapia e o transplante, o câncer voltou a se manifestar novamente algum tempo depois.
Diante do avanço da doença, a família recorreu à Justiça em 2024 para garantir o custeio de um tratamento com medicamentos importados, avaliados em cerca de R$ 2,5 milhões. A decisão judicial determinou que o governo do Paraná arcasse com a compra do medicamento Danyelza.
Após a apresentação de três propostas comerciais, a empresa Blowout Distribuidora, Importação e Exportação Eireli foi contratada para fornecer os remédios. No entanto, a companhia terceirizou a importação, e os medicamentos não foram entregues integralmente. O hospital recebeu apenas uma ampola do Danyelza, quando o tratamento previa seis unidades. Outro medicamento, o Leukine, também chegou de forma incompleta: das 60 caixas previstas, apenas 10 foram entregues, além de versões genéricas.
Na época, a Polícia Civil pediu o bloqueio das contas das empresas envolvidas, mas as investigações apontaram que os valores já não estavam disponíveis. Conforme apurado, os responsáveis pelas empresas possuíam antecedentes por estelionato.
Enquanto a Justiça tentava recuperar o dinheiro, o governo do Paraná autorizou uma nova aquisição emergencial dos medicamentos. Yasmin chegou a concluir a primeira etapa do tratamento no fim de 2024, porém sem apresentar resposta significativa. No ano seguinte, iniciou a segunda fase do protocolo, mas não conseguiu finalizar o tratamento, o que contribuiu para a progressão da doença.
Lisandro Henrique Hermes e Polion Gomes Reinaux, apontados como responsáveis pela compra da medicação, foram condenados por estelionato. As penas somadas chegam a quatro anos, nove meses e cinco dias de prisão em regime inicialmente fechado. Ambos estão presos desde agosto do ano passado. Um terceiro denunciado no processo foi absolvido.
De acordo com a sentença, os condenados utilizaram a credibilidade das empresas para conquistar a confiança das vítimas e se valeram da estrutura pública para obter vantagem indevida. A decisão judicial também destacou a gravidade das consequências do crime, já que o atraso no tratamento fez com que Yasmin precisasse receber doses de morfina a cada hora para suportar as dores enquanto aguardava a chegada da medicação.
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Fonte: OpenWeather
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