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Idoso morre em clínica clandestina e corpo é abandonado em frente de UPA

De acordo com a família de Orlando Oliveira, os parentes pagavam R$ 1 mil pela internação do idoso na unidade que foi considerada insalubre e funcionava sem alvará.

Gabriel Alves

07 de fevereiro de 2026 às 09:19   - Atualizado às 09:20

Pessoa em situação insalubre dentro de clínica clandestina.

Pessoa em situação insalubre dentro de clínica clandestina. Foto: GCM/Reprodução

Um idoso de 77 anos, identificado como Orlado Ferreira da Silva, foi deixado morto em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada em Senador Canedo, cidade de Goiás, na última quarta-feira, 4 de fevereiro. De acordo com testemunhas, um homem chegou na unidade com o corpo e o abandonou.

Além da equipe médica confirmar o óbito, a Guarda Civil Municipal (GCM) também foi acionada. Foi constatado que o idoso estava morto há várias horas e o cadáver já estava rígido. A causa da morte não foi ainda divulgada.

Após a família de Orlando ser localizada, informações foram fornecidas à Polícia Civil (PCGO) que acabaram levando à prisão dos suspeitos de cometer o crime em uma clínica, cuja os parentes pagavam R$ 1 mil pela internação do idoso, e era considerada completamente insalubre.

Tanto o dono do estabelecimento da unidade e o funcionário responsável por abandonar o corpo foram detidos. Durante a ação, os agentes encontraram 17 pacientes vivendo em condições precárias, assim como carnes estragadas dentro de um congelador sujo. A corporação identificou que a clínica era clandestina e funcionava sem nenhum alvará.

Foi constatado também, pela GCM, que os alimentos foram armazenados de forma irregular e imprópria para o consumo, além dos idosos que eram mantidos em condições insalubres de higiene. Todos os envolvidos foram encaminhados à PCGO para investigação do caso.

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Da redação do Portal com informações da coluna Na Mira, do Metrópoles.

Direitos dos idosos

Chegar aos 60 anos representa um marco importante na vida de milhões de brasileiros. Além da dimensão pessoal, essa idade abre caminho para uma série de direitos previstos por lei, que visam reduzir gastos e facilitar o acesso a serviços essenciais no dia a dia. Em 2026, essas vantagens continuam válidas, mas exigem atenção às regras e cadastros necessários.

Aos 60 anos, a pessoa passa a ser considerada idosa para fins legais, o que ativa políticas públicas voltadas à mobilidade, saúde, lazer e atendimento prioritário.

Entre os benefícios automáticos ou mediante solicitação estão: passagens gratuitas ou com desconto em ônibus urbanos e viagens interestaduais, acesso a medicamentos gratuitos ou subsidiados pelo SUS, meia-entrada em atividades culturais, esportivas e de lazer, e prioridade em serviços públicos e privados.

Na saúde, os idosos têm atendimento preferencial e acesso facilitado a tratamentos contínuos. Medicamentos para doenças comuns nessa fase podem ser retirados gratuitamente em postos de saúde e farmácias credenciadas. Produtos como fraldas geriátricas também podem ser fornecidos gratuitamente ou com desconto, desde que haja comprovação médica.

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