Usuários do metrô do Recife. Foto: Reprodução/TV Globo
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) enviou um ofício ao Ministério das Cidades expressando preocupação com o risco de paralisação das operações dos trens urbanos nas regiões metropolitanas onde atua, incluindo o Metrô do Recife, que transporta cerca de 160 mil pessoas diariamente na Região Metropolitana, como informa Roberta Soares da Coluna Mobilidade, do Jornal do Commercio.
Segundo a CBTU, a principal causa da possível interrupção é a insuficiência de recursos previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025. A Coluna de Mobilidade apura que caso não haja mudanças, os quatro sistemas ainda administrados pela Companhia poderão ser desativados até o fim de agosto de 2025. O processo de paralisação pode começar já em julho de 2025.
No ofício obtido pela Coluna, o diretor-presidente da CBTU afirmou que, nos últimos anos, os recursos destinados à Companhia têm sido insuficientes tanto para o custeio operacional quanto para os investimentos necessários. O custeio envolve as despesas básicas de operação, sem incluir investimentos e pagamento de folha de pessoal.
A CBTU destacou que as restrições orçamentárias já causaram prejuízos aos sistemas fixos, materiais rodantes, superestrutura e via permanente, além de afetarem o estoque de peças de reposição e provocarem o sucateamento de equipamentos. A redução progressiva de contratos essenciais também foi apontada como um fator agravante.
O cenário para 2025 é ainda mais preocupante.
“A situação para 2025 é ainda mais crítica. Em 2024, o orçamento de custeio liberado e executado foi de R$ 216 milhões. No entanto, para 2025, o orçamento aprovado é de apenas R$ 165 milhões. A CBTU estima que a necessidade real para garantir o funcionamento operacional mínimo até dezembro de 2025, considerando reajustes e repactuações de contratos contínuos, é de aproximadamente R$ 260 milhões”, informou a Companhia.
Ainda de acordo com o documento, a diretoria executiva da CBTU se reuniu com o Secretário-Executivo do Ministério das Cidades em fevereiro deste ano, quando foi decidido aguardar a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 para definição do orçamento final. No entanto, até o momento, não houve avanço.
Mesmo diante das dificuldades, a Companhia afirmou já ter elaborado um plano de contingência que inclui a redução de contratos, adiamento de pagamentos e suspensão de novos contratos e aquisições de materiais e serviços.
Da redação do Portal com informações da Coluna de Mobilidade do Jornal do Commercio.
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