MC Tocha ao lado do preso Lyferson Barbosa, conhecido como Mago ou Lobo. Foto: Reprodução
O cantor de brega funk Hemerson da Silva Ferreira, o MC Tocha, de 32 anos, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que recebeu entre R$ 8 mil e R$ 10 mil para se apresentar no Presídio de Igarassu, no Grande Recife. Segundo ele, durante as visitas, presenciou detentos usando celulares e consumindo bebidas alcoólicas em festas realizadas dentro da unidade prisional.
A declaração do artista faz parte do inquérito da Operação La Catedral, que investiga um esquema de privilégios envolvendo presos e servidores públicos no presídio. O caso já teve 15 pessoas denunciadas pelo Ministério Público, entre elas o ex-secretário executivo de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), André de Araújo Albuquerque, e o ex-diretor da unidade, Charles Belarmino de Queiroz.
No depoimento, MC Tocha disse ter ido ao presídio “uma ou duas vezes” com o único objetivo de cantar, mas alegou não se lembrar quem o contratou. Ele declarou ter entrado “pela porta da frente”, ter sido revistado e ter visto “mais de um policial penal” no acesso à unidade. O artista também afirmou que não sabe quem autorizou sua entrada.
Tocha não é investigado pela Operação La Catedral, que estava sob sigilo até o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) acolher a denúncia do MP.
Uma imagem anexada ao inquérito mostra o cantor ao lado do preso Lyferson Barbosa, conhecido como Mago ou Lobo, bebendo cerveja.
Apontado como líder do esquema criminoso, Lyferson é suspeito de comandar a rede de corrupção e tráfico de drogas de dentro do presídio.
Segundo MC Tocha, ele conheceu o detento durante as visitas para apresentações e para encontrar amigos que estavam presos.
Deflagrada pela PF, a operação teve o inquérito finalizado no dia 28 de abril. Além de Tocha, outras sete testemunhas foram ouvidas, incluindo ex-motoristas e mulheres que participaram das festas dentro da prisão.
Para a Polícia Federal, os relatos demonstram que os eventos ilegais eram de conhecimento da gestão do presídio, e em alguns casos, diretamente organizados por servidores da própria unidade.
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