Mãe que matou os cinco filhos e Polícia Federal na Interpol. Fotos: Divulgação . Arte: Portal de Prefeitura
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu os inquéritos que investigavam a morte de cinco crianças em Timóteo, no Vale do Aço, além de outros crimes relacionados ao caso. A principal investigada é Gissele Oliveira, de 40 anos, que foi extraditada de Portugal e chegou a Belo Horizonte na última quinta-feira, 23 de outubro. Ela estava presa no país europeu desde agosto.
De acordo com a delegada Valdimara Teixeira, responsável pelas investigações, Gissele foi indiciada por cinco homicídios consumados, dois tentados, quatro crimes sexuais e coação no curso do processo. Também foram indiciadas outras três pessoas: dois ex-companheiros e a mãe da investigada.
“Nós temos homicídio, homicídio tentado, coação no curso do processo, estupro e estupro de vulnerável. São pelo menos 11 vítimas. Todos os inquéritos foram relatados e remetidos à Justiça”, afirmou a delegada durante coletiva de imprensa na sexta-feira (24).
Atualmente, dois dos investigados permanecem presos preventivamente, enquanto os outros respondem em liberdade. Gissele está recolhida no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, à disposição da Justiça.
Segundo as apurações, os crimes ocorreram entre 2008 e 2023, em Timóteo. As investigações apontaram que Gissele sedava os próprios filhos com medicamentos e, em seguida, os asfixiava. As vítimas tinham entre 10 meses e 3 anos de idade.
Exames toxicológicos identificaram substâncias como fenobarbital e clonazepam nos corpos das crianças, comprovando intoxicação e sufocamento. O primeiro caso, registrado em 2007, chegou a ser tratado como acidente doméstico, mas foi reaberto após novas evidências.
A mulher também foi indiciada por omissão em crimes sexuais cometidos contra três irmãs, que eram crianças à época, e por coautoria em outro caso envolvendo uma menina de 10 anos.
Após a decretação da prisão preventiva, Gissele fugiu do Brasil em abril de 2025. Ela foi localizada em Coimbra, Portugal, em uma operação conjunta entre a Polícia Judiciária portuguesa, a Interpol e a Polícia Federal brasileira.
Incluída na lista de Difusão Vermelha da Interpol, Gissele foi extraditada após decisão judicial, e retornou ao país em voo que pousou no Aeroporto Internacional de Confins.
Segundo a Polícia Federal, mesmo fora do país, ela continuava ameaçando testemunhas e familiares, o que reforçou o pedido de extradição.
Além de Gissele, foram indiciados dois ex-companheiros e a mãe da suspeita. Um dos homens segue preso por abuso sexual contra três irmãs da investigada, em crimes ocorridos entre 2008 e 2010.
O outro ex-companheiro, acusado de tentativa de homicídio, chegou a ser hospitalizado em 2022 com sintomas semelhantes aos das crianças, em um caso tratado como tentativa de envenenamento.
A delegada informou que cinco inquéritos foram concluídos e enviados ao Ministério Público, após mais de um ano de trabalho.
“O processo envolveu dezenas de depoimentos, exames técnicos e apoio da perícia criminal”, concluiu Valdimara.
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