Influenciador antes e depois do procedimento. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
O influenciador digital e estilista Júnior Dutra, de 117 mil seguidores nas redes sociais, faleceu na noite da sexta-feira, 3 de outubro, em decorrência de complicações de saúde provocadas por um procedimento estético conhecido como Fox Eyes. A técnica, que utiliza fios de PDO para levantar o olhar, vinha sendo alvo de críticas do próprio influenciador nos últimos dias.
Pouco antes da morte, Dutra concedeu entrevista à Feed TV na qual responsabilizou o profissional que realizou a intervenção, identificado como Fernando Garbi. Segundo ele, Garbi se apresentava como médico, embora fosse, na realidade, dentista. O influenciador relatou ainda que o responsável teria minimizado os riscos do procedimento e garantido que a aplicação era “segura” e “sem riscos”.
De acordo com o depoimento do influenciador, após contrair uma infecção no rosto, ele teria procurado ajuda com o profissional, mas não recebeu assistência adequada.
“Assim que eu fiz o procedimento, eu senti como se fosse uma veia estourada do lado esquerdo do rosto. Do lado direito estava tudo ok, mas no esquerdo eu sentia expulsando o fio”, declarou Dutra.
Em outro trecho da entrevista, o influenciador afirmou que Garbi chegou a descartar que os fios de PDO estivessem ligados às dores e sintomas que apresentava:
“Ele fala: ‘não, isso não é o fio’, enchia minha cabeça de coisa e até doença de pele ele falou que eu estava”, relatou.
Procurado pela Feed TV, Fernando Garbi não se manifestou sobre as acusações.
Júnior Dutra era reconhecido por compartilhar conteúdos ligados à moda e ao estilo de vida, mostrando o dia a dia como estilista e conquistando uma base fiel de seguidores.
Uma mulher de 40 anos, identificada como Luana dos Santos Anastácio, morreu três dias após passar por um procedimento estético de aplicação de enzimas em uma clínica no Guarujá, litoral de São Paulo.
No boletim de ocorrência, o caso foi registrado como uma morte suspeita na Central de Polícia Judiciária de Santos e está sendo investigado pela Delegacia Sede de Guarujá.
Segundo Mizael Souza Anastácio, marido da vítima, ela havia contratado seis aplicações de tirzepatida, também conhecida como Mounjaro. No entanto, antes que todas as sessões fossem realizadas, a medicação acabou. Diante disso, a empresa responsável teria oferecido enzimas como uma espécie de “brinde”. O marido de Luana também revelou que o tratamento na clínica começou em 5 de agosto.
Na mesma data em que firmou o contrato, a paciente recebeu a primeira aplicação do medicamento, realizada por um biomédico e não por um médico. Ainda assim, ela não teria apresentado reações adversas.
2
18:48, 13 Fev
26
°c
Fonte: OpenWeather
Recurso tenta derrubar decisão que manteve marca ligada ao tradicional bloco carnavalesco.
Familiares afirmam que a garota havia saído de casa acompanhada do pai com a intenção de ir a uma pizzaria, mas o homem retornou sozinho.
Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
mais notícias
+