Monniky Fraga foi presa nesta terça-feira (24). Foto: Divulgação / Redes Sociais
O caso da influenciadora pernambucana Monniky Fraga ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira, 24 de março, após a confirmação de que o suposto sequestro denunciado por ela, em 2025, foi na verdade uma farsa planejada.
A Polícia Civil revelou que, além de ter arquitetado o crime, a jovem mantinha um relacionamento prévio com um dos envolvidos na ação.
Segundo as investigações, esse vínculo foi fundamental para desmontar a versão apresentada inicialmente pela influencer. De acordo com o delegado responsável pelo caso, o plano foi elaborado para parecer real, com uso de veículo clonado e até arma de fogo, numa tentativa de dar credibilidade à história e enganar as autoridades.
A polícia aponta que o falso sequestro teve como principal motivação o aumento de visibilidade nas redes sociais. Monniky estaria enfrentando queda de engajamento e decidiu criar uma situação extrema para atrair atenção e seguidores.
O caso começou em abril de 2025, quando a influenciadora afirmou ter sido sequestrada ao chegar em casa, na cidade de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. Na época, ela chegou a divulgar vídeos emocionados relatando momentos de medo e ameaça, o que gerou comoção e mobilizou forças policiais.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil de Pernambuco identificou inconsistências no relato e concluiu que tudo não passava de uma encenação.
A operação que resultou na prisão da influenciadora também deteve o suposto sequestrador, enquanto um terceiro investigado não chegou a ser preso por ter falecido antes do cumprimento do mandado.
Além disso, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diferentes estados, evidenciando a complexidade da trama. A polícia destacou que o caso mobilizou grande aparato de segurança pública, o que agrava ainda mais a conduta da influencer.
O episódio expõe uma prática cada vez mais preocupante: a criação de situações falsas para gerar engajamento nas redes sociais. Para as autoridades, atitudes como essa não apenas configuram crime, como também desviam recursos públicos e colocam em risco investigações reais.
Agora, o inquérito deve ser concluído e encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre a denúncia formal contra a influenciadora e os demais envolvidos.
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