Drones e ações de inteligência foram utilizados para monitorar vendedores em dois pontos tradicionais do Agreste do estado.
05 de setembro de 2026 às 15:19 - Atualizado às 15:53
Operação encontrou aves feridas e sem água e comida em Caruaru. Foto: Reprodução/g1
Uma operação contra o comércio ilegal de animais silvestres resgatou mais de 400 aves e deteve ao menos 24 suspeitos na manhã deste sábado, 5 de setembro, no Agreste de Pernambuco. A fiscalização ocorreu em feiras livres de Caruaru e Gravatá.
A ação foi coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e mobilizou 87 agentes. Os nomes das pessoas abordadas não foram divulgados.
Os suspeitos são apontados como integrantes de diferentes etapas da cadeia do tráfico de animais silvestres no interior do estado. Após as abordagens, os 24 detidos foram encaminhados à Delegacia Seccional de Caruaru, onde foram adotados os procedimentos legais.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram pássaros mantidos em gaiolas apertadas, sem acesso adequado a água e alimentação. Alguns apresentavam ferimentos e precisaram receber atendimento veterinário.
As autoridades também utilizaram drones, ações de inteligência e monitoramento prévio para acompanhar a movimentação dos alvos e identificar os locais onde os animais eram comercializados.
Caruaru é considerada um dos principais pontos do comércio ilegal de animais silvestres no Nordeste. As feiras livres continuam sendo usadas para a venda, mas as investigações indicam que parte da atividade também migrou para grupos e plataformas digitais.
Alguns dos suspeitos identificados seriam responsáveis por administrar grupos virtuais utilizados para anunciar, negociar e vender os animais ilegalmente.
A cadeia criminosa envolve desde a retirada dos animais da natureza até o transporte, a manutenção em cativeiro e a venda ao consumidor. As condições inadequadas de armazenamento e deslocamento podem causar ferimentos, desidratação e morte.
A compra, venda ou manutenção de animais silvestres sem autorização e comprovação de origem também pode configurar crime ambiental. A legislação prevê detenção de seis meses a um ano, além da aplicação de multa.
A operação ocorre poucas semanas depois de 584 animais silvestres serem encontrados dentro de um veículo na BR-423, em Iati. Na ocasião, foram resgatados 555 pássaros e 29 jabutis.
Entre janeiro e agosto de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou 1.101 animais silvestres nas rodovias de Pernambuco. Em todo o ano de 2025, foram 1.594 animais retirados de situações ilegais.
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Segundo o ministro, o Ministério da Educação (MEC) possui protocolos para substituir locais de aplicação afetados por desastres naturais.
A CTTU preparou operações especiais com monitoramento do tráfego, orientação aos condutores e intervenções temporárias.
De acordo com a Polícia Civil, uma das vítimas chegou a entregar R$ 20 mil em espécie, além de realizar pagamentos mensais, para impedir a divulgação de informações a seu respeito.
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