Guia Ali Musthofa, que acompanhava Juliana Marins. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O guia Ali Musthofa, responsável por acompanhar Juliana Marins durante uma trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia, negou ter abandonado a brasileira antes de seu desaparecimento, ocorrido na última sexta-feira (20). Juliana foi encontrada morta na terça-feira (24), após quatro dias de buscas.
Em entrevista ao jornal O Globo, Musthofa afirmou que sugeriu que Juliana parasse para descansar, enquanto o restante do grupo seguia adiante. Segundo ele, a distância entre eles era pequena.
“Fiquei apenas três minutos à frente e voltei quando percebi que ela estava demorando”, disse o guia.
A família da brasileira comunicou a morte por meio das redes sociais.
“Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, diz o texto publicado.
Juliana teria caído em uma ribanceira durante o trajeto, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate. Ainda não há confirmação oficial sobre as circunstâncias exatas da queda.
“Na verdade, eu não a deixei, mas esperei três minutos na frente dela. Depois de uns 15 ou 30 minutos, a Juliana não apareceu. Procurei por ela no último local de descanso, mas não a encontrei. Eu disse que a esperaria à frente. Eu disse para ela descansar. Percebi [que ela havia caído] quando vi a luz de uma lanterna em um barranco a uns 150 metros de profundidade e ouvi a voz da Juliana pedindo socorro. Eu disse que iria ajudá-la. Tentei desesperadamente dizer a Juliana para esperar por ajuda”, afirmou o guia.
A família de Juliana Marins, que morreu após cair de uma trilha do monte Rinjani, na Indonésia, afirmou nesta quarta-feira, 25, em postagem nas redes sociais, que a publicitária sofreu uma "grande negligência" da equipe de resgate.
O acidente ocorreu na sexta-feira, 20, e nesta terça-feira, 24, quando socorristas finalmente chegaram ao local onde a brasileira estava, foi constatada a morte.
O corpo estava a 600 metros do ponto de onde ela caiu. A brasileira ficou quase quatro dias à espera.
"Se a equipe tivesse chegado até ela dentro de um prazo estimado de 7h, Juliana ainda estaria viva", afirma a família em uma postagem feita no perfil do Instagram criado para compartilhar informações sobre o caso.
"Juliana merecia muito mais! Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece".
Segundo relatos de testemunhas, Juliana foi deixada para trás pelo guia que havia contratado para o passeio. Ele seguiu com o grupo e ela ficou sozinha. Ela caiu e o desaparecimento foi notado somente horas depois.
O governo da Indonésia, responsável pelo Parque Nacional do Monte Rinjani, onde fica a trilha e o vulcão, justifica a demora dizendo que "a evacuação envolveu a colaboração entre diversas agências e voluntários, trabalhando em terreno extremo com clima imprevisível". Diversas vezes, o trabalho precisou ser interrompido por conta do mau tempo.
"O Ministério Florestal da República da Indonésia expressa profundo pesar pelo falecimento de Juliana De Souza Pereira Marins, uma alpinista originária do Brasil que morreu em uma trilha do Parque Nacional do Monte Rinjani. Oferecemos nossas mais profundas condolências à família, amigos e colegas da vítima. Que sejam dados força e perseverança para enfrentar esta tragédia", disse o parque em nota.
A remoção do corpo de Juliana do penhasco aconteceu nesta quarta-feira, 25.
O processo começou às 6h (horário local) com a preparação de todos os equipamentos para a evacuação. O corpo estava a 600 metros do ponto de onde ela caiu e foi içado.
Às 13h51, toda a equipe de resgate e o corpo de Juliana estavam no topo penhasco, no local de ancoragem, e às 15h50 alcançaram Pelawangan, um dos principais pontos de referência da trilha do Monte Rinjani. Em seguida, eles desceram em direção a Sembalun.
O corpo de Juliana chegou às 20h40 ao Resort Sembalun e foi levado ao Hospital Bhayangkara Polda NTB, onde serão feitos exames periciais antes que seja liberado para o translado de volta ao Brasil.
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, a brasileira tinha 27 anos e viajava para diversos continentes e países. Entre os registros em seu perfil no Instagram, constam viagens para Espanha, Holanda, Vietnã, Alemanha, Uruguai e Egito, onde fez um intercâmbio.
Ela trabalhou em empresas do grupo Globo, como Multishow e Canal Off, além da agência de marketing Mynd e do evento Rio2C, voltado à indústria criativa.
A jovem era formada em Comunicação pela UFRJ, já tendo também feito cursos de fotografia e roteiro e direção de cinema.
Estadão Conteúdo
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