Os criminosos de Garanhuns, obtinham lucros ilícitos superiores a R$ 70 mil, utilizando-se de transferências eletrônicas para dificultar o rastreamento financeiro.
Prisão e apreensão feita em Garanhuns. Fotos: Divulgação/PCPE. Arte: Portal de Prefeitura
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) desencadeou, em Garanhuns, na manhã desta quinta-feira, 10 de julho, a Operação de Polícia Judiciária (OPJ) denominada Capture, com o objetivo de combater crimes relacionados à pedofilia e à comercialização de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
A ação foi coordenada pelo Delegado Victor Hugo, titular da 134ª Delegacia de Garanhuns, sob supervisão do Delegado Seccional Marcos Omena. As equipes das Delegacias de Lajedo e da 8ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (8ª DPRN/DENARC) deram suporte operacional à operação, que contou com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Garanhuns/PE, após representação da autoridade policial.
Durante a investigação, foi desarticulado um esquema criminoso de comercialização de material pornográfico infantil por meio de plataformas digitais. Os criminosos obtinham lucros ilícitos superiores a R$ 70 mil, utilizando-se de transferências eletrônicas para dificultar o rastreamento financeiro e disseminando os conteúdos por redes clandestinas.
Além das prisões dos dois homens e da apreensão de diversos dispositivos eletrônicos, houve ainda o cumprimento de um terceiro mandado de prisão contra um terceiro homem pelo crime de roubo.
Os capturados foram colocados à disposição da Justiça e as investigações seguem com a análise do material apreendido e a identificação de outros possíveis envolvidos no esquema.
A Polícia Federal (PF) prendeu um médico residente em pediatria por armazenar e compartilhar imagens de exploração sexual infantil em sua residência em Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul. A prisão em flagrante foi realizada na quinta-feira, 12 de junho.
O suspeito foi identificado como Bruno Gossler Schmidt. Ele atuava como residente em pediatria no Hospital de Clínicas de Passo Fundo, vinculado à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).
Em nota, o hospital informou que está "encaminhando as providências necessárias". A UFFS, até o momento, não se pronunciou sobre o caso.
O advogado de defesa, Gilvan Hansen Júnior, afirmou que o processo corre sob sigilo na Justiça e que aguarda a conclusão das investigações para emitir um posicionamento.
As investigações começaram após a PF receber um alerta da polícia de Ontário, no Canadá. A partir disso, os agentes brasileiros identificaram que o compartilhamento do conteúdo partia inicialmente de Uruguaiana, cidade onde o médico residia antes de se mudar para Passo Fundo para realizar a residência médica. Não há informações, até o momento, sobre a origem do material.
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