O ato reuniu dezenas de participantes de movimentos voltados à luta por moradia, entre eles o Movimento de Liberdade Sem Teto (MLST).
28 de julho de 2026 às 11:10 - Atualizado às 11:12
Os manifestantes ocuparam a pista no sentido Bairro do Recife e exibiram faixas durante o protesto. Foto: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco/Reprodução
Manifestantes ligados a movimentos sociais realizaram um protesto na manhã desta terça-feira, 28 de julho, e bloquearam o tráfego de veículos na Avenida Cais do Apolo, no Bairro do Recife, área central da capital pernambucana.
Durante o ato, os manifestantes também entoaram palavras de ordem em frente ao prédio da Prefeitura do Recife. Entre os cantos, repetiram: "Eu quero, eu quero moradinha sim!"
O bloqueio afetou o trânsito para os motoristas que seguiam pela Ponte do Limoeiro em direção ao Centro do Recife. Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) foram mobilizados para atuar na região e orientar os condutores durante a manifestação.
O ato reuniu dezenas de participantes de movimentos voltados à luta por moradia, entre eles o Movimento de Liberdade Sem Teto (MLST). Os manifestantes ocuparam a pista no sentido Bairro do Recife e exibiram faixas durante o protesto.
Em nota, a gestão municipal informou que a política habitacional desenvolvida desde 2021 já possibilitou a implantação de mais de 7 mil unidades habitacionais. O número considera empreendimentos concluídos, obras em andamento, projetos aprovados no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e iniciativas incluídas na Parceria Público-Privada (PPP) Morar no Centro.
Segundo a prefeitura, a PPP Morar no Centro prevê a implantação de 1.128 moradias na área central da cidade, com investimentos superiores a R$ 500 milhões ao longo de 25 anos.
Ainda conforme a administração municipal, a iniciativa contempla a construção, o retrofit, a requalificação, a gestão e a operação de seis imóveis destinados à habitação social nos bairros de Santo Antônio, São José, Boa Vista e Cabanga. O projeto reúne unidades destinadas à locação social e moradias vinculadas ao Programa Minha Casa Minha Vida.
A Prefeitura do Recife também informou que mantém diálogo permanente com os movimentos sociais e reiterou que permanece aberta para ouvir e discutir as demandas apresentadas pelas entidades.
Enquanto a manifestação ocorria, agentes da CTTU permaneceram no local para orientar o tráfego e reduzir os impactos provocados pela interdição da Avenida Cais do Apolo. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário de liberação da via.
"A Prefeitura do Recife esclarece que a política habitacional desenvolvida no Município, desde 2021, já viabilizou a construção de mais de 7 mil unidades habitacionais, entre obras concluídas, em andamento, aprovadas no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e incluídas na PPP Morar no Centro. A cidade tem hoje o maior volume de investimentos do MCMV de toda sua história, além de utilizar também recursos próprios e de instituições financeiras como o BID para executar uma política habitacional abrangente e voltada para quem mais precisa.
Neste período, foram entregues oito conjuntos, totalizando 1.811 moradias: Vila Esperança, Papa Francisco, Vila Brasil 1 e 2, Sérgio Loreto, Encanta Moça 1 e 2 e Ruy Frazão. Estão em andamento as obras de 10 outros conjuntos com 2.041 unidades habitacionais: Caranguejo Tabaiares, na Ilha do Retiro; Comunidade do Bem 1 e 2; São José, na Rua Imperial; Vila Aeronáutica 1 e 2, em Boa Viagem; Caiara 2, Maria Felipa e Maria Elvira, entre os bairros do Cordeiro e da Iputinga; e Paris, na Imbiribeira.
A PPP Morar no Centro prevê a criação de 1.128 habitações na área central da cidade, garantindo mais de R$ 500 milhões em investimentos ao longo de 25 anos. A iniciativa prevê a construção, retrofit, requalificação, gestão e operação de seis imóveis destinados à habitação social nos bairros de Santo Antônio, São José, Boa Vista e Cabanga. O projeto combina locação social e moradias vinculadas ao Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Por fim, a gestão municipal reforça o diálogo permanente com os movimentos sociais, estando sempre à disposição para ouvir e debater suas reivindicações. As parcerias estabelecidas entre o Município e os movimentos incluem a doação de terrenos para obras do programa Minha Casa Minha Vida Entidades."
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