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Protesto por moradia trava trânsito no centro da cidade e bloqueiam avenidas nesta terça-feira, (2)

A mobilização reúne organizações que atuam na defesa do direito à habitação e busca chamar a atenção para a necessidade de ampliar programas habitacionais destinados às famílias de baixa renda

Romildo Lacerda

02 de junho de 2026 às 15:12   - Atualizado às 15:13

Protesto no Recife por moradia

Protesto no Recife por moradia Foto: Reprodução

Representantes de movimentos sociais ligados à pauta da habitação promoveram, nesta terça-feira, 2 de junho, uma série de atos e manifestações em diferentes regiões do país para pressionar o poder público a fortalecer os investimentos voltados à área de moradia popular.

No Recife, os manifestantes bloquearam vias do centro da cidade e se reuniaram em frente a câmara municipal de vereadores. A mobilização reúne organizações que atuam na defesa do direito à habitação digna e busca chamar a atenção para a necessidade de ampliar programas habitacionais destinados às famílias de baixa renda.

Os participantes defendem que o governo federal, estados e municípios aumentem os recursos destinados à construção de novas unidades habitacionais, à urbanização de comunidades vulneráveis e à regularização fundiária. Segundo os movimentos, o déficit habitacional brasileiro continua afetando milhões de pessoas, especialmente aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade social, enfrentando dificuldades para acessar moradias adequadas e serviços básicos.

Durante os atos, lideranças destacaram que o alto custo dos aluguéis, a escassez de imóveis acessíveis e o crescimento das ocupações urbanas refletem a urgência de políticas públicas mais robustas para o setor. Os manifestantes argumentam que a moradia deve ser tratada como um direito fundamental e que os investimentos habitacionais são essenciais para reduzir desigualdades sociais e melhorar a qualidade de vida da população.

Entre as principais reivindicações apresentadas estão a ampliação dos programas de habitação popular, o aumento do orçamento destinado à construção de moradias para famílias de baixa renda, a retomada de obras paralisadas e a criação de mecanismos que facilitem o acesso à casa própria. Os movimentos também defendem medidas para garantir infraestrutura urbana adequada nas periferias, incluindo saneamento básico, transporte público, escolas e unidades de saúde.

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Além da cobrança por mais investimentos, as organizações ressaltam a importância da participação popular na formulação das políticas habitacionais. Para os representantes dos movimentos, o diálogo entre governos e sociedade civil é fundamental para a construção de soluções capazes de enfrentar um problema histórico que afeta milhões de brasileiros.

A mobilização desta terça-feira(2), reforça a pressão sobre gestores públicos e busca colocar o tema da habitação no centro do debate nacional, em um momento em que a demanda por moradias dignas continua crescendo em diversas cidades do país.
 

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