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El Niño pode atingir intensidade histórica no fim de 2026, aponta nova previsão climática

Chance de o fenômeno alcançar nível muito forte entre outubro e dezembro sobe para 81%, com previsão de calor acima da média e mudanças no regime de chuvas.

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25 de julho de 2026 às 13:26   - Atualizado às 13:28

Inmet e órgãos federais alertam para "El Niño muito forte" nos próximos meses

Inmet e órgãos federais alertam para "El Niño muito forte" nos próximos meses Foto: Divulgação

A probabilidade de o El Niño 2026 atingir intensidade considerada muito forte entre os meses de outubro e dezembro aumentou para 81%, segundo atualização divulgada pelo Centro de Previsão Climática (CPC), órgão ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A projeção reforça que o fenômeno pode figurar entre os mais intensos registrados desde o início das medições, na década de 1950.

Os modelos climáticos também indicam elevada confiança de que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial permanecerá ativo até o início do outono de 2027, prolongando seus efeitos sobre o clima em diferentes partes do planeta.

Fenômeno ganhou força nas últimas semanas

O El Niño ocorre quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial permanece acima da média por um período prolongado. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e influencia o comportamento das chuvas e das temperaturas em diversas regiões do mundo.

Na atualização mais recente, os especialistas observaram um fortalecimento das anomalias de temperatura do oceano durante junho. Em alguns pontos monitorados, as águas registraram aquecimento superior a 2 °C em relação à média histórica, sinalizando que o fenômeno continua em processo de intensificação.

Segundo os meteorologistas, esse cenário aumenta a possibilidade de um evento de grande magnitude até o último trimestre deste ano.

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Brasil deve sentir efeitos do El Niño

Embora os impactos variem de acordo com cada região e época do ano, a tendência é de temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro durante os próximos meses.

No Sul do país, o fenômeno costuma favorecer episódios de chuva intensa, principalmente entre o fim do inverno e a primavera, elevando o risco de temporais e acumulados elevados de precipitação.

Já no Norte e em parte do Nordeste, os efeitos sobre as chuvas costumam ser mais evidentes apenas no início do ano seguinte. Mesmo assim, especialistas ressaltam que ainda é cedo para confirmar a intensidade de possíveis períodos de estiagem nessas regiões, já que outros fatores atmosféricos também influenciam o regime de chuvas.

Especialistas recomendam acompanhamento contínuo

Pesquisadores destacam que, apesar da alta probabilidade de um El Niño muito forte, ainda não é possível determinar com precisão todos os impactos que serão observados em cada estado brasileiro.

As previsões serão refinadas ao longo dos próximos meses, conforme novas informações sobre o comportamento dos oceanos e da atmosfera forem incorporadas aos modelos meteorológicos.

Por isso, o monitoramento constante é considerado fundamental para orientar ações preventivas em setores como agricultura, abastecimento de água, geração de energia e defesa civil.

Temperaturas elevadas e queimadas preocupam

Além das alterações no volume de chuvas, o El Niño costuma favorecer períodos mais quentes do que a média, aumentando a frequência e a intensidade das ondas de calor.

Esse cenário também pode contribuir para condições mais favoráveis à ocorrência de incêndios florestais, especialmente em áreas de vegetação mais seca, como partes da Amazônia e do Pantanal durante a estação seca.

As autoridades acompanham a evolução do fenômeno para avaliar possíveis reflexos sobre os recursos hídricos, a produção agrícola e os ecossistemas brasileiros.

Instituições brasileiras monitoram evolução do fenômeno

No Brasil, o acompanhamento do El Niño é realizado de forma integrada por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Os órgãos divulgam boletins periódicos com projeções climáticas e orientações para que gestores públicos e a população acompanhem a evolução do fenômeno e possam se preparar para eventuais impactos nos próximos meses.

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