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Corretora encontrada morta processou filho do síndico meses antes do homicídio; veja motivo

Maicon, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, foi preso na quarta-feira, 28 de janeiro, suspeito de participação no homicídio.

Gabriel Alves

30 de janeiro de 2026 às 09:58   - Atualizado às 09:58

Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico e corretora em elevador.

Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico e corretora em elevador. Fotos: Redes Sociais/Reprodução e Reprodução.

A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, assassinada em Caldas Novas, no sul de Goiás, havia acionado a Justiça contra Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, meses antes de ser morta. Maicon foi preso na quarta-feira, 28 de janeiro, suspeito de participação no homicídio, e o envolvimento dele no crime segue sendo investigado pela Polícia Civil.

A ação judicial foi protocolada em 30 de abril do ano passado no 2º Juizado Especial Cível de Caldas Novas. No processo, Daiane solicitou indenização por danos morais no valor de R$ 30.360, alegando que vinha sendo alvo de ofensas atribuídas a Maicon em redes sociais, o que teria atingido sua honra e imagem.

De acordo com a petição, a corretora afirmou que sofria ataques recorrentes por meio das plataformas digitais do promovido. Como parte das provas anexadas ao processo, foram incluídos vídeos e capturas de tela de mensagens trocadas via WhatsApp, que, segundo Daiane, demonstrariam as agressões virtuais sofridas.

Defesa do síndico

A defesa de Cléber Rosa de Oliveira, síndico do Condomínio Amethist Tower, em Caldas Novas (GO), divulgou uma nota sobre o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, ocorrido em dezembro do ano passado. Segundo o texto, Cléber não é investigado no inquérito policial que apura o sumiço da moradora. Daiane foi vista pela última vez indo ao subsolo do edifício.

Na nota assinada pelos advogados Luiz Fernando Izidoro Monteiro e Silva e Daniel Gonçalves Santos Lima, a defesa sustenta que Cléber tem fornecido "todas as informações e acessos necessários" às investigações e que a elucidação dos fatos é de interesse coletivo. O texto afirma ainda que eventuais conflitos com Daiane sempre foram tratados "dentro da estrita legalidade", por meio do Poder Judiciário.

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Os advogados citaram que, em 19 de janeiro de 2026, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Daiane pelo crime de violação de domicílio, episódio no qual Cléber figura como vítima, segundo a defesa. Para os advogados, o fato demonstraria que o síndico sempre buscou o amparo das autoridades para a resolução dos conflitos, afastando qualquer motivação pessoal.

A manifestação ocorre em meio ao avanço de ações judiciais envolvendo as partes. Em janeiro deste ano, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou Cléber pelo crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal.

Segundo a acusação, os episódios teriam ocorrido entre fevereiro e outubro de 2025, quando o síndico teria adotado contra Daiane condutas reiteradas que ameaçaram a "integridade física e psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção e perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade".

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