Comunidade Caranguejo Tabaiares em Recife Foto: Reprodução Rede Social.
O Recife vive um momento de preocupação em relação aos serviços de saneamento básico. Dados recentes mostram que a cobertura de coleta de esgoto no município caiu de patamares próximos à metade da população para índices próximos a 40%, evidenciando um retrocesso nos últimos anos e desafios persistentes na universalização desse serviço essencial.
Segundo o Instituto Trata Brasil, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o município recifense apresentou uma redução significativa na cobertura de esgoto de 2022 para 2023. Em 2022, cerca de 49% da população tinha acesso à coleta e tratamento de esgoto, mas em 2023 esse número caiu para aproximadamente 41%. Em 2024, os indicadores mais recentes mostram que o atendimento total de esgoto ficou em 40,28%, reafirmando a estagnação do serviço na cidade.
A trajetória da cobertura de esgoto no Recife revela que, apesar de avanços anteriores, a capital agora enfrenta um declínio preocupante no acesso ao serviço. Até pouco tempo atrás, os números vinham crescendo de forma gradual: dados históricos indicam que em 2019 o atendimento de esgoto era de cerca de 44%, conforme registros do próprio SNIS.
Esse cenário contrasta com a expectativa de que uma cidade do porte de Recife, uma das mais populosas do Nordeste conseguisse ampliar gradualmente a infraestrutura ao longo da última década. O recuo recente interrompe essa tendência e acende sinal de alerta para gestores públicos, autoridades e sociedade civil.
Especialistas em saneamento afirmam que o problema não está apenas na quantidade de recursos investidos, mas também na execução e eficiência dos serviços. Em comparação às metas do Marco Legal do Saneamento, que prevê coberturas de até 90% para coleta e tratamento até 2033, o Recife ainda está muito distante do objetivo.
Outro ponto destacado em estudos locais é a desigualdade territorial dentro da própria cidade. Áreas mais periféricas e socialmente vulneráveis frequentemente têm cobertura bem inferior à média municipal, enquanto bairros mais centrais e economicamente favorecidos apresentam melhor acesso.
Apesar da queda no índice de cobertura, o município continua recebendo investimentos para ampliar sua rede de esgoto. Entre 2020 e 2024, foram aplicados cerca de R$ 881,85 milhões em saneamento, com um investimento médio per capita de R$ 111,08. No entanto, esses valores ainda não se traduziram em uma expansão significativa da coleta.
Além disso, dados apontam que o Recife enfrenta altos níveis de perdas na distribuição de água, com cerca de 44,20% de água tratada sendo desperdiçada antes de chegar aos consumidores, um fator que aumenta custos e reduz a eficiência dos serviços públicos de saneamento.
A falta de acesso adequado ao esgoto afeta diretamente a qualidade de vida da população. A ausência de coleta e tratamento pode levar à contaminação de solos e corpos d’água, aumentar o risco de doenças e gerar impactos ambientais e sociais mais amplos.
As autoridades municipais e estaduais têm reforçado a necessidade de ampliar obras, melhorar a gestão da infraestrutura e acelerar projetos em andamento para reverter a tendência negativa. Só assim o Recife poderá avançar em direção às metas nacionais de saneamento e garantir condições mais dignas de vida para seus moradores.
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A investigação identificou um esquema que utilizava pessoas para realizar provas no lugar dos candidatos inscritos. O grupo atuava por meio da contratação de indivíduos conhecidos como "pilotos".
O homem, portando um galão de gasolina, subiu até o 5° andar do prédio, nível do imóvel onde fica o apartamento da vítima, que possui medida protetiva contra o suspeito.
Ranking do Trata Brasil revela que capital pernambucana ainda enfrenta desafios na coleta de esgoto e perdas na distribuição de água.
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