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Ciro Bezerra, apresentador e jornalista da TV Jornal SBT, sofre AVC e está internado no Recife

Segundo informações, o ocorrido aconteceu à tarde, pouco tempo após a apresentação de seu programa na emissora, o "TV Jornal Meio-Dia".

Pedão Repórter

15 de março de 2026 às 18:00   - Atualizado às 18:01

Ciro Bezerra, apresentador e jornalista da TV Jornal, é internado após sofrer um AVC.

Ciro Bezerra, apresentador e jornalista da TV Jornal, é internado após sofrer um AVC. Foto: Divulgação / Rede Social

Ciro Bezerra, apresentador e jornalista da TV Jornal SBT, sofreu um Acidente Vascular Cerebral na última sexta-feira, 13 de março. O ocorrido foi durante a tarde, após a apresentação do programa "TV Jornal Meio-Dia".

Segundo informações, o jornalista estava em casa no momento do ocorrido e foi levado rapidamente para um hospital particular do Recife, onde permanece até o momento.

Ainda de acordo com fontes, Ciro Bezerra passa bem e está melhorando dia após dia. No atual momento, ele está em observação, porém, sem previsão de alta.

AVC vilão para idosos

Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua entre as principais causas de morte no Brasil. Em Pernambuco, entre 2020 e 2024, mais de 16,8 mil pessoas morreram em decorrência da doença, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Desse total, mais de 13,5 mil vítimas tinham 60 anos ou mais, o que representa 80,5% dos casos, e 51,1% eram homens.

AVC ocorre quando o sangue deixa de chegar a uma parte do cérebro, seja por entupimento de um vaso (AVC isquêmico) ou por rompimento (AVC hemorrágico). Essa interrupção impede que o oxigênio alcance as células cerebrais, o que pode causar danos graves e, muitas vezes, irreversíveis.

Os principais fatores de risco incluem hipertensão, diabetes, obesidade, idade avançada e histórico familiar. O neurologista Luis Felippe Barros, que atua na UTI do Hospital Pelópidas Silveira (HPS), reforça que o tempo é um dos principais aliados para evitar sequelas e salvar vidas. “Suspeitou de AVC? Ligue imediatamente para o Samu ou procure atendimento. Quanto mais rápido o paciente for atendido, maiores as chances de sucesso no tratamento”, orienta o médico.

Para ajudar a população a reconhecer os sinais, o HPS, unidade referência estadual em neurologia e neurocirurgia, utiliza uma dica simples chamada SAMU — uma forma fácil de identificar possíveis sintomas:

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  • Sorriso: quando a boca fica torta ou assimétrica;
  • Abraço: quando há dificuldade para levantar um dos braços;
  • Música: quando a fala sai enrolada ou a pessoa tem dificuldade para cantar;
  • Urgente: momento de acionar o Samu (192).

AVC isquêmico representa cerca de 80% dos casos e acontece quando um coágulo obstrui o fluxo de sangue para o cérebro. Nesses casos, o tratamento utiliza um medicamento trombolítico, que ajuda a dissolver o coágulo. “A gente tem até quatro horas e meia para realizar esse procedimento, contando a partir da última vez que o paciente foi visto bem”, explica Luis Felippe.

Já o AVC hemorrágico ocorre quando há sangramento dentro do cérebro. O tratamento depende do tamanho e da localização do sangramento e, em alguns casos, envolve o controle rigoroso da pressão arterial ou até procedimentos cirúrgicos.

As consequências do AVC variam conforme a região afetada do cérebro. As sequelas podem atingir a fala, os movimentos, a visão e até o comportamento. Algumas pessoas ficam com fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para andar ou falar, além de alterações na memória e no humor.

O tratamento após o AVC exige acompanhamento multiprofissional, com médicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. No Hospital Pelópidas Silveira, os cuidados continuam após a alta hospitalar, com atendimentos ambulatoriais voltados à reabilitação e à prevenção de novos episódios.

A fisioterapeuta Emmanuelle Mendes, que trabalha na unidade desde o início do serviço, explica que o processo de recuperação começa ainda durante o internamento. “Os exercícios ativam a circulação, fortalecem os músculos e melhoram a mobilidade. Em alguns casos, também realizamos fisioterapia respiratória para prevenir complicações pulmonares”, comenta.

Depois da alta, o acompanhamento fisioterapêutico se torna essencial para estimular a autonomia do paciente e orientar a família sobre cuidados em casa. “A fisioterapia não é apenas complementar. Ela é fundamental para a recuperação e para ajudar o paciente a retomar a rotina com mais independência”, reforça Emmanuelle.

O Hospital Pelópidas Silveira, vinculado à SES-PE e gerido pela Fundação Gestão Hospitalar Martiniano Fernandes (FGH), atua como centro de referência no atendimento a pacientes com doenças neurológicas, oferecendo suporte emergencial e reabilitação para pessoas que enfrentam as consequências do AVC.

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