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Chuva de granizo de 20 minutos no Rio Grande do Sul deixa mais de 150 feridos

Imagens que circulam nas redes sociais mostram casas e veículos destruídos pelo impacto das pedras de gelo.

Fernanda Diniz

25 de novembro de 2025 às 10:12   - Atualizado às 10:12

Chuva de granizo de 20 minutos no Rio Grande do Sul.

Chuva de granizo de 20 minutos no Rio Grande do Sul. Foto: Reprodução

Um forte temporal de granizo atingiu Erechim, no norte do Rio Grande do Sul, no domingo, 23 de novembro, deixando 152 pessoas feridas e provocando estragos em diversos bairros. (Veja vídeo abaixo)

Mais de 25 mil moradores foram afetados, o que levou o município a decretar estado de emergência. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram casas e veículos destruídos pelo impacto das pedras de gelo.

Veja vídeo: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Moradores relataram que o granizo começou por volta das 16h40 e durou aproximadamente 20 minutos. De acordo com as autoridades locais, os ferimentos foram causados por estilhaços e telhas atingidas pela força do temporal.

O hospital do município ficou lotado, e uma Unidade de Pronto Atendimento precisou ser aberta para receber vítimas. O governador Eduardo Leite informou que liberou R$ 1,5 milhão para a compra de telhas destinadas às famílias prejudicadas.

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Chuva de meteoros Orionídeas

Prepare-se para um espetáculo celeste: a chuva de meteoros Orionídeas alcança seu auge esta semana, entre as noites de 21 para 23 de outubro. Com excelentes condições de visibilidade em todo o Brasil e céu escuro devido à Lua Nova, o fenômeno promete encantar observadores do céu com meteoros brilhantes e velozes cruzando a atmosfera terrestre.

A chuva de meteoros Orionídeas é um dos eventos astronômicos mais aguardados do ano. Ela ocorre anualmente entre 2 de outubro e 12 de novembro, quando a Terra atravessa uma trilha de detritos deixada pelo famoso cometa Halley, que passa pelo nosso planeta a cada 75-76 anos. Esses fragmentos, ao entrarem na atmosfera a impressionantes 66 km por segundo, queimam e produzem rastros luminosos — os chamados meteoros.

Visibilidade favorecida pela Lua Nova

Segundo o Dr. Marcelo De Cicco, astrônomo e coordenador do Projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI), o pico das Orionídeas este ano ocorre em um momento particularmente favorável: a Lua estará apenas 2% iluminada, praticamente invisível no céu. “É uma combinação ideal para observação: céu escuro, sem interferência lunar, e com uma boa frequência de meteoros por hora”, explica o astrônomo.

O melhor horário para observação será da meia-noite até o amanhecer, com chances de ver de 15 a 20 meteoros por hora em locais com pouca ou nenhuma poluição luminosa. Embora o radiante ponto do céu de onde os meteoros parecem surgir esteja na constelação de Órion, os meteoros podem aparecer em qualquer direção do céu.

Onde e como observar

Não é necessário nenhum equipamento especial para apreciar a chuva de meteoros Orionídeas. Basta encontrar um local escuro, longe das luzes urbanas, e olhar para o céu. Apagar lanternas e telas de celular ajuda os olhos a se adaptarem à escuridão. Uma cadeira reclinável ou uma canga no chão pode tornar a experiência mais confortável. Vale lembrar que o céu precisa estar limpo nuvens e neblina dificultam a visualização.

No Brasil, o fenômeno será visível de norte a sul. No entanto, moradores do Norte e Nordeste terão uma leve vantagem, pois a constelação de Órion aparece mais alta no céu nessas regiões.

Ciência e beleza se encontram

Além de sua beleza, a chuva de meteoros Orionídeas tem grande importância científica. O estudo desses meteoros ajuda a entender melhor os detritos espaciais que orbitam a Terra, o comportamento dos cometas e até mesmo a formação do Sistema Solar. A rede EXOSS, que monitora meteoros em parceria com o Observatório Nacional, reúne dados capturados por câmeras espalhadas por todo o Brasil e relatos enviados pelo público para análise e pesquisa.

“O público pode contribuir com ciência ao registrar meteoros e relatar à rede EXOSS. Isso ajuda no mapeamento e estudo das órbitas, além de envolver mais pessoas com a astronomia”, explica o Dr. De Cicco.

Aproveite essa oportunidade rara para se conectar com o cosmos. Deite-se sob o céu noturno, observe com atenção e, quem sabe, faça um pedido ao ver uma estrela cadente. Afinal, a chuva de meteoros Orionídeas é mais do que um evento astronômico — é um lembrete da imensidão e da beleza do universo que nos cerca.

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