Ceará transfere às pressas bebês após incêndio em hospital. Foto: Reprodução
Nesta quinta-feira, 13 de novembro, a Secretaria da Saúde do Ceará teve que iniciar a transferência de todos os pacientes do Hospital Geral Dr. César Cals, no Centro de Fortaleza, após o incêndio que atingiu a subestação de energia da unidade.
A medida, segundo a titular da pasta, Tânia Mara Silva Coelho, é necessária para garantir a segurança de bebês, gestantes e puérperas até que a perícia identifique as causas e determine as condições de funcionamento do prédio.
A princípio, a equipe estadual informou que 117 bebês permaneciam internados no hospital, entre recém-nascidos de médio, baixo e alto risco. A secretária afirmou que todos seriam realocados até o fim do dia, acompanhados de suas mães. A unidade também tinha cerca de 130 mulheres internadas no momento do incêndio, e parte delas já havia sido transferida nas primeiras horas da manhã.
Tânia Mara explicou que a evacuação total evita exposição a novos riscos e permite que as equipes técnicas avaliem a extensão do dano ocorrido na parte elétrica. Embora o fogo tenha sido controlado rapidamente, a fumaça e o risco de novas falhas justificaram a operação emergencial.
Enquanto os profissionais da saúde organizavam a retirada dos pacientes, imagens de câmeras de segurança registraram uma cena que chamou a atenção. Funcionárias do hospital cruzaram a rua com quatro incubadoras da UTI Neonatal e buscaram abrigo temporário em uma loja de acessórios de celular localizada no Beco da Poeira, um centro comercial popular em frente à unidade. Com ajuda de comerciantes e moradores, as colaboradoras ligaram os equipamentos na rede elétrica da loja, que tem climatização adequada e ofereceu ambiente seguro para os bebês.
A população que circulava pela região também participou do socorro. Comerciantes e transeuntes formaram um cordão humano para abrir caminho, carregaram macas e auxiliaram no transporte de incubadoras. A cena, registrada em vídeos que circularam rapidamente nas redes sociais, expôs a mobilização espontânea de quem estava nas proximidades e ajudou a reduzir o tempo de resposta das equipes de salvamento.
O Corpo de Bombeiros informou que as chamas atingiram uma área externa do hospital e foram controladas por volta das 11h30. A Sesa afirmou que nenhuma área assistencial foi comprometida e confirmou que não houve feridos.
Os pacientes estão sendo distribuídos entre oito unidades da rede estadual e municipal: Hospital Universitário do Ceará, Hospital de Messejana, Hospital Infantil Albert Sabin, Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara, Hospital da Mulher, e os hospitais distritais Gonzaga Mota das áreas de Messejana, José Walter e Barra do Ceará. A secretaria monitora cada transferência para garantir que bebês e mães recebam assistência contínua.
Em nota, a Sesa informou que o incêndio começou na subestação de energia do hospital. As equipes dos Bombeiros e da concessionária de energia atuaram imediatamente para controlar as chamas e a fumaça.
A Enel Distribuição Ceará confirmou que houve um defeito interno na rede elétrica sob responsabilidade do hospital, o que motivou o desligamento emergencial para permitir o trabalho das equipes. Geradores e soluções provisórias foram instalados para manter áreas prioritárias funcionando, como a UTI Neonatal, reativada pouco depois do meio-dia.
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