Facções Criminosas do Ceará Foto: Divulgação/Rede Social
Uma ação da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) está causando medo entre vendedores de jogos de apostas virtuais em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. A Polícia Militar prendeu três suspeitos nesta segunda-feira (3) por tomarem máquinas de apostas e forçar os comerciantes a trabalhar exclusivamente com os equipamentos da facção, que também passaria a controlar o pagamento dos prêmios aos clientes, em vez da Loteria Estadual do Ceará, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.
Segundo o inquérito, os criminosos propunham aos vendedores que fizessem apostas com as máquinas da TCP em troca de 50% do valor arrecadado. Quem recusasse, era ameaçado e impedido de atuar, o que já levou pelo menos 13 comerciantes a abandonarem seus pontos de venda. “Com isso, a facção elimina a concorrência e mantém apenas quem trabalha com suas maquinetas”, diz a investigação.
Durante a abordagem policial, foram apreendidos uma máquina de apostas da Loteria Estadual e um veículo usado pelo grupo. Foram presos em flagrante Gabriel Almeida da Silva, de 25 anos; Jeferson Araújo de Lima, 21; e Valdeir Alves da Silva, 25, todos autuados por ameaça e participação em organização criminosa. Um adolescente que estava com o trio foi ouvido e liberado.
Além do controle sobre apostas, a facção divulgou mensagens em redes sociais proibindo o funcionamento de jogos de apostas online e terreiros de umbanda nos bairros Pajuçara e Jardim Bandeirantes, reforçando a intolerância religiosa contra práticas de matriz africana, enquanto os membros da TCP se identificam como evangélicos.
A investigação reforça que o esquema da facção envolve não apenas a tomada de máquinas, mas o domínio completo sobre as apostas, incluindo a distribuição de prêmios, criando um ambiente de medo e ilegalidade. As autoridades alertam a população para denúncias e reforçam o trabalho de fiscalização e combate a organizações criminosas na região.
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Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.
Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.
O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".
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