Sem Anistia Foto: Divulgação/IA
No Brasil, poucas palavras causam tanto desconforto quanto “anistia”. Para alguns, é sinônimo de impunidade. Para outros, um gesto de reconciliação nacional. Mas, no fundo, o debate sobre anistia revela algo ainda mais profundo: o estado emocional e moral em que se encontra o povo brasileiro.
O grito de "sem anistia", que ecoa em manifestações, redes sociais e discursos inflamados, tem vindo acompanhado de raiva, palavrões e desejo de punição total. Não se trata apenas de cobrar responsabilidade — o que é legítimo. Trata-se, em muitos casos, de transformar adversários em inimigos e a justiça em uma forma de vingança.
Essa postura, mais do que política, é social e humana. Estamos vivendo um tempo em que pensar diferente se tornou motivo para ser hostilizado. Onde brasileiros odeiam brasileiros por posições políticas. Onde pessoas comuns, que nunca ocuparam cargos públicos ou lucraram com ideologias, estão sendo condenadas mais por suas opiniões do que por seus atos concretos.
A proposta de anistia, quando colocada na mesa, deveria vir acompanhada de um debate honesto: Queremos justiça ou vingança? Queremos punir pessoas por erros reais ou por se posicionarem de forma divergente? Por outro lado, queremos passar pano para crimes cometidos? É um dilema sério — mas precisa ser discutido com ética, não com ódio.
Enquanto isso, muitos dos verdadeiros saqueadores do Estado continuam soltos, ricos e blindados por décadas de poder. Já outros, massa de manobra de um sistema que manipula paixões e medos, estão presos, abandonados e julgados sumariamente por uma sociedade sedenta por culpados.
É também decepcionante ver tantos que falam de fé, de Cristo, de amor ao próximo, se perderem em discursos rancorosos, implacáveis, apenas para agradar aliados ou defender narrativas que, no fundo, beneficiam sempre os mesmos.
Este artigo não é sobre partidos. É sobre dignidade humana. Sobre o risco de uma nação se destruir de dentro para fora, ao permitir que a polarização política consuma sua alma coletiva. A briga pela anistia — ou pela sua negação — é, hoje, o retrato mais doloroso de um país que já não sabe mais conversar, apenas condenar.
Precisamos lembrar que justiça sem equilíbrio é apenas outro nome para revanche. E uma nação construída sobre revanche está fadada a repetir seus erros — sempre com novos culpados, e poucos arrependidos.
Em tempos de ódio, intolerância e divisão, talvez valha a pena olhar para dentro e refletir sobre os frutos que temos cultivado como sociedade. Segundo a Bíblia, em Gálatas 5:22-23, os frutos do Espírito são as marcas daqueles que vivem guiados por princípios mais elevados, que transcendem política e ideologia:
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.”
Talvez o verdadeiro caminho para reconstruirmos o Brasil como uma só nação não esteja apenas nas leis ou nos julgamentos, mas nos frutos que decidimos cultivar em nosso coração e em nossas atitudes diárias — como cidadãos, como irmãos, como seres humanos.
Por: Amisadai Andrade
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13:08, 13 Fev
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Os disparos foram registrados em um apartamento do complexo residencial estudantil Hugine Suites, localizado dentro do campus.
Tanto o autor como a vítima fatal, segundo informações à PCPE, possuíam um histórico profissional marcado por desentendimentos.
Exu um dos fundamentais orixás no Candomblé e na cultura Iorubá, e o momento foi referenciado à abertura de caminhos nas religiões de matriz africana.
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